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Medicina · FGV · 2022

Questão comentada de Medicina

Um pré-escolar com artrite idiopática juvenil oligoarticular não apresentou melhora após 6 semanas de tratamento com naproxeno. Por conta de limitação funcional, devido à contratura articular, foi medicado com corticoide intra-articular, mas ainda assim não houve melhora da artrite. O próximo passo é medicar com

Gabarito: A

Na artrite idiopática juvenil oligoarticular, o caminho costuma começar com AINEs, como naproxeno, para tentar controlar dor e inflamação. Quando isso não basta, a próxima arma costuma ser o corticoide intra-articular, especialmente se houver poucas articulações acometidas e limitação funcional. Se mesmo assim a artrite persiste, já estamos falando de doença com necessidade de tratamento modificador de curso, e aí entra o metotrexato. O metotrexato é a medicação clássica de segunda linha nas formas persistentes de AIJ, porque ajuda a controlar a atividade inflamatória e a poupar corticoide. Ele não é um simples analgésico, e sim um DMARD, ou seja, age mais na doença do que no sintoma imediato. Em prova, pense assim: falhou AINE e infiltração, agora é hora de subir o degrau terapêutico. Os AINEs e o corticoide local são úteis no início, mas não resolvem toda artrite que insiste em voltar ou não melhora. Nessa situação, manter a mesma linha de anti-inflamatório oral ou repetir corticoide como estratégia principal costuma ser pouco eficaz. O raciocínio é de escalada terapêutica, sem ficar dando volta no mesmo quarteirão. Portanto, o gabarito é metotrexato. Esse é o passo seguinte recomendado para AIJ oligoarticular refratária às medidas iniciais, especialmente quando já há repercussão funcional.

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