No Brasil, para o tratamento inicial de adultos com infecção pelo HIV, o esquema inicial preferencial deve ser a associação de:
- A)somente tenofovir e lamivudina;
Errada, porque tenofovir e lamivudina sozinhos não constituem o esquema inicial preferencial, já que falta o terceiro medicamento da terapia antirretroviral.
- B)tenofovir, lamivudina e efavirenz;
Errada, porque efavirenz foi muito usado no passado, mas não é o esquema inicial preferencial atual no Brasil.
- C)raltegravir, lamivudina e tenofovir;
Errada, porque raltegravir pode ser usado em situações específicas, mas não é a associação preferencial cobrada como padrão inicial.
- D)efavirenz, lamivudina e dolutegravir;
Errada, porque mistura efavirenz com dolutegravir, o que não corresponde a um esquema inicial recomendado.
- E)lamivudina, tenofovir e dolutegravir.
Certa, porque reúne tenofovir + lamivudina como base e dolutegravir como terceiro fármaco, que é o esquema preferencial inicial em adultos.
Gabarito: E
No tratamento inicial do HIV em adultos no Brasil, o esquema preferencial é montado com 2 ITRN (inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos) + 1 inibidor de integrase. Em português de prova: uma dupla de base e um terceiro remédio que “segura a barra” da replicação viral. O combo clássico atual é tenofovir + lamivudina + dolutegravir. A lógica é simples: tenofovir e lamivudina formam a espinha dorsal do esquema, e o dolutegravir entra como droga de alta potência, com boa tolerabilidade, alta barreira genética à resistência e tomada prática. Por isso, ele substituiu antigos esquemas que usavam efavirenz como terceira droga em muitas situações. A alternativa E está correta porque traz exatamente essa associação: lamivudina, tenofovir e dolutegravir. A ordem dos nomes não importa, o que importa é a composição do esquema. Esse é o padrão recomendado nos protocolos brasileiros do Ministério da Saúde para início de terapia antirretroviral em adultos. As outras opções erram por falta de uma droga da dupla base, por incluir um esquema ultrapassado ou por misturar medicamentos que não formam o regime preferencial. Em prova, desconfie quando aparecer efavirenz como “favorito eterno” ou quando faltar um dos dois nucleosídeos de base.