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Medicina · FGV · 2022

Questão comentada de Medicina

Um jovem paciente com quadro febril e cefaleia de forte intensidade é submetido ao exame clínico. Fletindo-se os membros inferiores nas articulações coxofemurais e nos joelhos, e mantendo-se ângulo de 90 entre os segmentos, observou-se uma resistência na extensão passiva, feita pelo examinador, dos joelhos. Essa observação faz pensar no sinal de

Gabarito: C

O caso descreve um sinal clássico de irritação meníngea. Em paciente com febre e cefaleia intensa, certos testes físicos ajudam a levantar suspeita de meningite, e um dos mais cobrados é o sinal de Kernig. Ele é pesquisado com o paciente em decúbito dorsal, quadris e joelhos fletidos a 90 graus, e depois se tenta estender a perna. Se houver resistência ou dor na extensão passiva do joelho, o sinal é considerado positivo. A ideia por trás do exame é simples: quando as meninges estão inflamadas, o alongamento das estruturas neurais e meníngeas provoca desconforto e defesa muscular. Por isso, o paciente não deixa o movimento acontecer normalmente. Em prova, sempre que aparecer febre, cefaleia, rigidez de nuca e manobras com resistência à extensão do joelho, pense em Kernig sem hesitar muito. O gabarito é a letra C porque a descrição do enunciado corresponde exatamente ao sinal de Kernig. Não é um sinal neurológico piramidal nem um teste de ciatalgia, mas sim um achado semiológico ligado à irritação meníngea, muito lembrado na suspeita de meningite. A literatura clássica de semiologia médica descreve esse achado como resistência ou dor ao estender o joelho com quadril fletido. Em resumo: paciente com quadro infeccioso do SNC + manobra de flexão do quadril e joelho + dificuldade na extensão passiva do joelho = Kernig. É uma dessas pegadinhas que adoram misturar nomes parecidos para ver se voce está mesmo afiado na semiologia.

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