A colchicina, alcalóide extraído do Colchicum autumnale, é prescrito no manejo da artrite gotosa. Um paciente que inicia o tratamento deve ser alertado que os efeitos adversos são dose-dependentes. Dentre os efeitos listados abaixo o mais frequente é a
- A)supressão medular.
Errada: a supressão medular pode ocorrer na toxicidade por colchicina, mas é bem menos frequente do que os efeitos gastrointestinais.
- B)neuropatia.
Errada: neuropatia é efeito adverso possível em toxicidade, porém não é o mais frequente.
- C)diarreia.
Certa: a diarreia é o efeito adverso mais comum da colchicina e costuma ser dose-dependente.
- D)insuficiência cardíaca.
Errada: insuficiência cardíaca não é o efeito adverso típico da colchicina.
- E)hepatite autoimune.
Errada: hepatite autoimune não é associada ao uso de colchicina.
Gabarito: C
A colchicina é um anti-inflamatório clássico usado na crise de gota, porque interfere na migração dos neutrófilos e ajuda a “apagar o incêndio” da inflamação articular. O ponto importante aqui é que os efeitos adversos são dose-dependentes, então quanto maior a dose ou mais sensível o paciente, maior a chance de toxicidade. Na prática, o efeito colateral mais frequente é a diarreia. Isso acontece porque a colchicina irrita o trato gastrointestinal e altera a renovação celular da mucosa, o que costuma aparecer cedo no tratamento. Em muitas provas, esse é o primeiro sinal de que a dose pode estar passando do ponto. Se a toxicidade for mais intensa, podem surgir efeitos bem mais graves, como supressão medular, miopatia e neuropatia, especialmente em uso prolongado, doses altas ou associação com outros fármacos que aumentam sua concentração. Ou seja, o remédio é útil, mas cobra pedágio se usado sem cuidado. Então, para a questão: o efeito adverso mais comum da colchicina é gastrointestinal, com destaque para diarreia. Esse é o clássico que a banca adora cobrar em gota, porque confunde com efeitos mais graves, mas menos frequentes.