A ação da peçonha presente nas serpentes responsáveis pelos acidentes botrópicos é:
- A)somente neurotóxica;
Errada: acidente botrópico não é somente neurotóxico, porque o padrão principal é local, com ação proteolítica, hemorrágica e coagulante.
- B)neurotóxica, miotóxica e coagulante;
Errada: miotoxicidade e neurotoxicidade não são a tríade típica botrópica, sendo mais lembradas em outros acidentes ofídicos.
- C)nefrotóxica, proteolítica e neurotóxica;
Errada: nefrotoxicidade e neurotoxicidade não definem o botrópico; o foco é ação proteolítica, coagulante e hemorrágica.
- D)proteolítica, coagulante e hemorrágica;
Certa: essa é a combinação clássica da peçonha botrópica, com lesão tecidual, distúrbio da coagulação e sangramentos.
- E)hemorrágica, coagulante e neurotóxica.
Errada: a neurotoxicidade não é a marca principal dos acidentes botrópicos, embora possa aparecer em outras peçonhas.
Gabarito: D
Nos acidentes botrópicos, típicos das jararacas (gênero Bothrops), a peçonha age principalmente de forma local e sistêmica, com efeito proteolítico, coagulante e hemorrágico. Na prática, isso explica dor, edema, necrose, sangramentos e alterações da coagulação, que são bem mais característicos do que qualquer ação neurológica importante. O quadro costuma chamar atenção justamente pelo estrago no local da picada e pela possibilidade de coagulopatia. Aqui não tem mistério de concurso: se a alternativa fala em proteólise, coagulação e hemorragia, ela está descrevendo o envenenamento botrópico clássico. As demais opções misturam efeitos de outros grupos de serpentes, como neurotoxinas ou nefrotoxicidade, que não são a assinatura principal desse acidente.