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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Paciente de 48 anos com Doença do Refluxo Gastro Esofageano e moderada hérnia hiatal por deslizamento, foi submetida a tratamento cirúrgico, por videolaparoscopia. A cirurgia transcorreu sem intercorrências. Após a extubação, o anestesista observou enfisema subcutâneo na região cervical e face. A paciente permanecia hemodinamicamente estável e sem alterações ventilatórias. Assinale a opção que indica a conduta adequada.

Gabarito: C

Na videolaparoscopia, o dióxido de carbono usado para criar o pneumoperitônio pode escapar pelos tecidos e causar enfisema subcutâneo, principalmente em região cervical e facial. Isso assusta quando aparece logo após a extubação, mas nem sempre significa complicação grave. O ponto-chave é olhar o paciente, não só o exame físico: se ele está hemodinamicamente estável, ventilando bem e sem sinais de pneumotórax ou outra intercorrência, a conduta costuma ser conservadora. Neste caso, a paciente estava estável e sem alteração ventilatória. Então o achado de enfisema subcutâneo isolado, após cirurgia laparoscópica sem intercorrências, sugere passagem de gás para os planos subcutâneos, algo que geralmente regride com observação e suporte clínico. Não há indicação automática de drenagem de tórax ou de mediastino só porque o ar apareceu na pele. Em prova, a banca gosta de testar a diferença entre achado alarmante e complicação que realmente exige intervenção. Se não há instabilidade, desconforto respiratório, assimetria ventilatória ou suspeita de lesão torácica, a conduta é vigilância. É aquele tipo de caso em que fazer menos é fazer certo. Portanto, o gabarito C está correto porque o enfisema subcutâneo pós-laparoscopia, na ausência de repercussão clínica, costuma ser autolimitado e manejado com observação e monitorização.

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