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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

A sepse e o choque séptico são situações de elevada letalidade. No Brasil, segundo o Instituto Latino Americano de Sepse, as letalidades, em 2020, foram, respectivamente, de 24,3% e 61,6%. Segundo os dados, as afirmativas a seguir estão corretas, à exceção de uma. Assinale-a.

Gabarito: A

Na sepse e no choque séptico, o tempo faz diferença: quanto antes você reconhece o quadro e inicia antibiótico adequado, melhor o prognóstico. Por isso, a escolha do esquema empírico não é feita no escuro, nem no susto: ela precisa levar em conta o foco suspeito, os germes mais prováveis, a epidemiologia local e as condições do paciente, como função renal e hepática. Aqui está o ponto-chave da questão: a alternativa A está errada porque diz exatamente o contrário do que se faz na prática. Em sepse, você deve sim considerar características clínicas, história epidemiológica, origem da infecção e disfunções orgânicas para escolher o antimicrobiano e ajustar dose e intervalo. Isso é coerente com as diretrizes de manejo de sepse, que reforçam antibiótico precoce, na dose correta e com cobertura compatível com o cenário clínico. As demais afirmativas estão alinhadas com a conduta padrão: os focos mais comuns incluem pneumonia, infecção urinária e abdome; a antibioticoterapia deve ser endovenosa, com dose plena inicial; e a resistência local precisa entrar na conta. Em sepse, acertar o antibiótico empírico e aderir ao protocolo salva tempo e, muitas vezes, salva vida.

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