A ptose palpebral, encontrada na síndrome de Claude BernardHorner ou, simplesmente, Horner, é devida ao comprometimento do músculo
- A)elevador da pálpebra.
Errada: o elevador da pálpebra superior é inervado pelo nervo oculomotor, e não é o músculo tipicamente comprometido na síndrome de Horner.
- B)reto superior.
Errada: o reto superior também depende do nervo oculomotor e sua lesão não explica a ptose palpebral do Horner.
- C)oblíquo superior.
Errada: o oblíquo superior é inervado pelo nervo troclear (IV) e não tem relação com a ptose da síndrome de Horner.
- D)oblíquo inferior.
Errada: o oblíquo inferior é músculo extraocular inervado pelo III, mas não participa da elevação da pálpebra.
- E)de Müller.
Certa: o músculo de Müller recebe inervação simpática e sua falha causa a ptose discreta típica da síndrome de Horner.
Gabarito: E
A síndrome de Claude Bernard-Horner acontece quando há interrupção da inervação simpática do olho. Isso produz um conjunto clássico de sinais: ptose leve, miose, anidrose e, às vezes, enoftalmia aparente. A ptose, aqui, não é por falha do músculo que abre a pálpebra principal, mas por comprometimento do músculo de Müller, que é um músculo liso ajudando na elevação discreta da pálpebra superior. Pense assim: o elevador da pálpebra superior faz o trabalho pesado; o músculo de Müller faz aquele reforço simpático, como um "empurrãozinho" extra. Quando o simpático falha, esse empurrão some e a pálpebra cai um pouco. Por isso a ptose do Horner costuma ser parcial, e não aquela queda dramática de outras causas neurológicas. Na prática de prova, a banca gosta de cobrar exatamente essa diferença anatômica: Horner = lesão simpática e músculo de Müller. Já o elevador da pálpebra superior depende sobretudo do nervo oculomotor (III), então não é ele o problema típico da síndrome. Resumo de ouro: ptose em Horner vem da perda da função do músculo de Müller. É a combinação clássica da neuroanatomia com a clínica, do jeito que a FGV adora cobrar.