Assinale a opção que indica o quadro clínico que está relacionado ao uso crônico de omeprazol.
- A)Hipermagnesemia.
Errada, porque o uso crônico de omeprazol se associa mais a hipomagnesemia do que a hipermagnesemia.
- B)Anemia hemolítica.
Errada, anemia hemolítica não é efeito típico do omeprazol; o mais lembrado é deficiência de B12 ou, raramente, anemia por outras causas.
- C)Deficiência de vitamina B1.
Errada, a deficiência clássica relacionada ao uso prolongado de IBP é de vitamina B12, não de vitamina B1.
- D)Diarreia por Clostridium difficile.
Certa, porque a supressão ácida prolongada favorece infecção intestinal por Clostridioides difficile e diarreia associada a antibiótico/IBP.
- E)Miosite ossificante.
Errada, miosite ossificante não tem relação conhecida com uso crônico de omeprazol.
Gabarito: D
O omeprazol é um inibidor da bomba de prótons que reduz a acidez do estômago. Isso é ótimo para tratar refluxo e úlcera, mas o uso crônico pode diminuir a barreira natural contra microrganismos ingeridos. Em prova, a ideia central é: menos acidez, mais chance de algumas infecções gastrointestinais. Por isso, o uso prolongado de omeprazol pode se associar a diarreia por Clostridioides difficile. O ácido gástrico ajuda a inativar patógenos; quando ele é suprimido por muito tempo, o risco de colonização e infecção aumenta. Esse é um efeito clássico cobrado em Gastroenterologia e também aparece em alertas de farmacovigilância. Vale lembrar que outros efeitos do uso crônico de IBP existem, como hipomagnesemia, deficiência de vitamina B12 e maior risco de fraturas em alguns contextos. Mas a questão pede um quadro clínico específico e a associação mais cobrada é mesmo a diarreia por C. difficile. Então, se você viu omeprazol crônico e pensou em infecção intestinal, acertou o alvo. Em resumo: omeprazol por muito tempo pode favorecer infecção intestinal, especialmente por C. difficile, por reduzir a proteção da acidez gástrica. É a clássica relação entre supressão ácida e diarreia infecciosa.