As opções a seguir apresentam fatores de risco para cardiomiopatia periparto, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Pessoas de origem mediterrânea.
Errada porque origem mediterrânea não é fator de risco clássico para cardiomiopatia periparto, ao contrário de outras etnias mais associadas ao quadro.
- B)História familiar.
Certa como fator de risco, pois história familiar sugere predisposição e aparece entre as associações descritas.
- C)Multiparidade.
Certa como fator de risco, já que a multiparidade é um achado epidemiológico frequentemente relacionado ao quadro.
- D)Idade > 30 anos.
Certa como fator de risco, pois idade materna acima de 30 anos é uma associação clássica em provas e revisões.
- E)Uso prolongado de tocolíticos betagonistas.
Certa como fator de risco, porque o uso prolongado de tocolíticos beta-agonistas pode aumentar a sobrecarga cardiovascular e se associar à cardiomiopatia periparto.
Gabarito: A
A cardiomiopatia periparto é uma insuficiência cardíaca que surge no fim da gestação ou nos meses seguintes ao parto, geralmente em mulheres sem cardiopatia prévia conhecida. O ponto principal para prova é lembrar os fatores de risco clássicos: idade materna mais avançada, multiparidade, gestação múltipla, história familiar, origem afrodescendente e uso prolongado de tocolíticos beta-agonistas. É aquela situação em que o coração, depois de meses de sobrecarga, resolve "reclamar" justamente quando você esperava descanso pós-parto. Na prática, a banca gosta de misturar fatores que parecem plausíveis com aqueles realmente descritos na literatura. História familiar e multiparidade, por exemplo, entram direitinho no pacote de risco. Idade acima de 30 anos também é um achado recorrente em questões e em revisões sobre o tema. O gabarito é a letra A porque pessoas de origem mediterrânea não são classicamente apontadas como grupo de risco para cardiomiopatia periparto. O fator étnico mais lembrado nas referências é a origem africana, e não mediterrânea. Então, se a questão pede a exceção, você deve desconfiar justamente da alternativa que troca uma associação clássica por outra parecida, mas não consagrada.