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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Nos parentes de primeiro grau de pacientes com Polipose Adenomatosa Familial (PAF), a partir de que idade deve-se iniciar o rastreio para esta doença e com que idade pode-se mudar o rastreio para o igual ao da população normal quando não são encontrados pólipos, respectivamente.

Gabarito: A

A Polipose Adenomatosa Familial (PAF) é uma síndrome hereditária com risco muito alto de câncer colorretal, então o rastreio dos parentes de primeiro grau começa cedo, ainda na adolescência. A lógica é simples: os pólipos podem aparecer já na infância, e esperar a idade do rastreio da população geral seria tardio demais para esse grupo de risco. Na prática, para familiares de primeiro grau de pacientes com PAF, o acompanhamento deve iniciar aos 12 anos. A partir daí, faz-se vigilância endoscópica periódica, porque o objetivo é achar pólipos antes de ocorrer progressão para malignidade. Aqui, o tempo importa mais do que no rastreio comum - é um cenário de risco hereditário, não de prevenção populacional de rotina. Se não forem encontrados pólipos, o rastreio pode ser espaçado e depois migrar para o esquema semelhante ao da população geral quando o paciente atinge 40 anos. Esse é o ponto cobrado pela questão: início precoce e, na ausência de achados, mudança posterior para o rastreio habitual. Por isso, o gabarito A está correto: 12 anos para iniciar e 40 anos para mudar para o rastreio da população normal. É a cara das questões de genética em Gastroenterologia: a banca testa se você sabe que síndrome hereditária não segue o calendário padrão do SUS ou do check-up de rotina.

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