Nos parentes de primeiro grau de pacientes com Polipose Adenomatosa Familial (PAF), a partir de que idade deve-se iniciar o rastreio para esta doença e com que idade pode-se mudar o rastreio para o igual ao da população normal quando não são encontrados pólipos, respectivamente.
- A)12 anos / 40 anos.
Correta: o rastreio em parentes de primeiro grau de PAF começa aos 12 anos e, se não houver pólipos, pode ser ajustado para o rastreio da população geral aos 40 anos.
- B)15 anos / 30 anos.
Errada: 15 anos para início e 30 anos para mudança não correspondem ao protocolo clássico de vigilância da PAF.
- C)20 anos / 45 anos.
Errada: 20 anos para iniciar é tarde demais para uma síndrome que pode manifestar pólipos ainda na adolescência.
- D)18 anos / 50 anos.
Errada: 18 anos para início e 50 anos para mudança atrasam ou distorcem o seguimento de alto risco da PAF.
- E)8 anos / 35 anos.
Errada: 8 anos é cedo demais como regra geral para rastreio endoscópico, e 35 anos não é o marco habitual para migrar ao rastreio populacional.
Gabarito: A
A Polipose Adenomatosa Familial (PAF) é uma síndrome hereditária com risco muito alto de câncer colorretal, então o rastreio dos parentes de primeiro grau começa cedo, ainda na adolescência. A lógica é simples: os pólipos podem aparecer já na infância, e esperar a idade do rastreio da população geral seria tardio demais para esse grupo de risco. Na prática, para familiares de primeiro grau de pacientes com PAF, o acompanhamento deve iniciar aos 12 anos. A partir daí, faz-se vigilância endoscópica periódica, porque o objetivo é achar pólipos antes de ocorrer progressão para malignidade. Aqui, o tempo importa mais do que no rastreio comum - é um cenário de risco hereditário, não de prevenção populacional de rotina. Se não forem encontrados pólipos, o rastreio pode ser espaçado e depois migrar para o esquema semelhante ao da população geral quando o paciente atinge 40 anos. Esse é o ponto cobrado pela questão: início precoce e, na ausência de achados, mudança posterior para o rastreio habitual. Por isso, o gabarito A está correto: 12 anos para iniciar e 40 anos para mudar para o rastreio da população normal. É a cara das questões de genética em Gastroenterologia: a banca testa se você sabe que síndrome hereditária não segue o calendário padrão do SUS ou do check-up de rotina.