Para o estadiamento do câncer de esôfago, o melhor método para avaliar T e N é a
- A)tomografia computadorizada.
Errada, porque a tomografia computadorizada é mais útil para avaliar doença à distância e extensão geral, mas não é o melhor exame para definir T e N com precisão.
- B)ressonância nuclear magnética.
Errada, porque a ressonância tem utilidade limitada no estadiamento do esôfago e não supera a ecoendoscopia para avaliar camada da parede e linfonodos.
- C)ecoendoscopia.
Certa, porque a ecoendoscopia é o melhor método para avaliar a profundidade tumoral (T) e linfonodos regionais (N) no câncer de esôfago.
- D)PET – TC.
Errada, porque o PET-TC é mais indicado para pesquisar metástases e doença oculta, não sendo o melhor para caracterizar T e N.
- E)endoscopia digestiva alta,
Errada, porque a endoscopia digestiva alta ajuda no diagnóstico e na biópsia, mas não faz o melhor estadiamento locorregional do tumor.
Gabarito: C
No estadiamento do câncer de esôfago, a grande sacada é separar o que cada exame faz melhor. Para avaliar a profundidade da invasão tumoral, isto é, o componente T, e também os linfonodos regionais, isto é, o componente N, o exame mais útil é a ecoendoscopia. Ela combina endoscopia com ultrassom, permitindo visualizar as camadas da parede do esôfago e identificar linfonodos suspeitos com muito mais precisão do que a tomografia. Em prova, isso costuma cair como uma pegadinha clássica: a tomografia vê bem extensão à distância e estruturas adjacentes, mas perde em detalhe para T e N locorregionais. A endoscopia digestiva alta é ótima para diagnosticar e biopsiar a lesão, porém não estagia tão bem quanto a ecoendoscopia. Já a PET-TC ajuda mais na busca de metástases, e não é o melhor método para T e N.