Em relação aos tumores malignos que acometem os ossos assinale a afirmativa correta.
- A)Os tumores ósseos malignos primários são mais frequentes que os metastáticos.
Errada: os tumores ósseos metastáticos são mais frequentes do que os tumores ósseos malignos primários.
- B)O encondroma na forma poliostótica evolui para osteossarcoma.
Errada: encondroma é tumor cartilaginoso benigno, e a forma poliostótica se relaciona a síndromes como Ollier, não a evolução típica para osteossarcoma.
- C)O mieloma múltiplo é o tumor ósseo maligno primário mais frequente.
Certa: o mieloma múltiplo é o tumor ósseo maligno primário mais frequente.
- D)Os tumores que acometem ossos curtos têm maior gravidade dos que acometem ossos longos.
Errada: a gravidade não depende de o osso ser curto ou longo, e sim do tipo histológico, estágio e extensão da doença.
- E)A biópsia é dispensável, pois os exames de imagem são suficientes.
Errada: a biópsia não é dispensável, porque a confirmação diagnóstica dos tumores ósseos costuma exigir estudo anatomopatológico.
Gabarito: C
Quando se fala em tumor maligno do osso, vale separar duas ideias: o que é mais frequente no osso em geral e o que é mais frequente entre os tumores primários do osso. No osso, as metástases aparecem muito mais do que os tumores primários. Ou seja, antes de pensar em um tumor nascido no próprio osso, a medicina gosta de suspeitar de lesão secundária, porque o osso é um destino clássico de disseminação tumoral. Entre os tumores malignos primários do osso, o mais frequente é o mieloma múltiplo, que é uma neoplasia de células plasmocitárias e costuma causar lesões ósseas líticas, dor e fraturas patológicas. Por isso, a alternativa C está correta. Em prova, se a banca falar em “tumor ósseo maligno primário mais frequente”, pense em mieloma múltiplo sem hesitar. As demais alternativas misturam conceitos de tumor primário, tumor benigno e evolução maligna, o que é uma receita clássica de pegadinha. Exames de imagem ajudam muito, mas o diagnóstico definitivo de tumor ósseo geralmente depende de biópsia, feita de forma planejada para não atrapalhar tratamento cirúrgico posterior. Na prática ortopédica e oncológica, imagem orienta, mas não substitui histologia.