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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Paciente do sexo feminino, 79 anos, com quadro de 3 anos de evolução de dispepsia, refluxo ácido até a boca e dor retroesternal, e, há 6 meses, tem necessidade de elevar a cabeceira de sua cama para dormir. Indique o melhor exame complementar para confirmar a hipótese de doença do refluxo gastro-esofageano e quantificá-la.

Gabarito: B

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) costuma aparecer com sintomas bem clássicos, como azia, regurgitação ácida e dor retroesternal. Em geral, a clínica já levanta forte suspeita, mas quando a prova pede o exame que confirma a doença e ainda quantifica a exposição do esôfago ao ácido, o raciocínio muda de marcha: entra a pHmetria esofagiana de 24 horas. A pHmetria é o método mais tradicional para documentar refluxo patológico, medindo quanto tempo o pH fica abaixo de 4 no esôfago. Isso permite não só confirmar que há refluxo ácido, mas também medir a intensidade do problema, o que é exatamente o que o enunciado pediu. Se voce pensar em “provar e medir”, a pHmetria é a estrela do caso. A endoscopia digestiva alta pode ser muito útil, sobretudo para ver esofagite, estenose ou complicações, mas ela pode vir normal em muitos pacientes com DRGE. Ou seja, ajuda bastante, mas não é o melhor exame para quantificar o refluxo em si. Manometria avalia motilidade e esfíncter, e os exames de imagem têm papel mais limitado para essa finalidade. Então, em uma paciente com sintomas típicos e necessidade de confirmar objetivamente a doença e sua gravidade, a resposta clássica é a pHmetria esofagiana. Em prova de gastro, quando o verbo é “quantificar”, desconfie de tudo que só olha a anatomia e não mede o ácido.

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