Sobre a Tromboangeíte Obliterante (ou Doença de Buerger), assinale a afirmativa incorreta.
- A)É mais comum em homens entre 30 e 40 anos.
Correta: a doença é típica de homens jovens, geralmente entre 20 e 40 anos, muitas vezes fumantes.
- B)Pode ocorrer exclusivamente em membros superiores.
Correta: pode atingir membros superiores e, em alguns pacientes, até predominar neles.
- C)É mais comum em artérias de pequeno e médio calibres.
Correta: acomete principalmente artérias de pequeno e médio calibre, com padrão distal.
- D)Leva à claudicação intermitente e pode evoluir com dor em repouso.
Correta: causa claudicação intermitente e pode evoluir para dor em repouso e isquemia crítica.
- E)A trombose venosa profunda está intimamente relacionada.
Errada: tromboangeíte obliterante não tem relação íntima com trombose venosa profunda; trata-se de vasculite trombo-oclusiva de vasos distais, fortemente associada ao tabagismo.
Gabarito: E
A tromboangeíte obliterante, ou doença de Buerger, é uma vasculite segmentar inflamatória e trombótica que acomete principalmente artérias de pequeno e médio calibre, além de veias e nervos adjacentes. O clássico da prova é o paciente jovem, fumante, com dor em extremidades, claudicação e, em casos mais avançados, dor em repouso e lesões isquêmicas nos dedos. Ou seja: a doença gosta de causar sofrimento distal e não costuma poupar quem insiste no cigarro. Ela é mais frequente em homens jovens, tradicionalmente entre 20 e 40 anos, embora hoje também possa aparecer em mulheres. Pode comprometer membros inferiores e superiores, e até se manifestar predominantemente em membros superiores em alguns casos. O raciocínio aqui é vascular periférico, com isquemia distal e sintomas progressivos. O ponto central do tratamento e da prevenção de piora é a cessação completa do tabagismo, que é o principal fator associado à doença. Sem parar de fumar, o quadro tende a continuar caminhando para isquemia e piora funcional. Em termos de prova, vale lembrar que o problema está nas artérias e veias de pequeno porte inflamadas e trombosadas, não em trombose venosa profunda clássica. Por isso, a alternativa incorreta é a que aproxima a doença de trombose venosa profunda. Isso não é a fisiopatologia típica da tromboangeíte obliterante, que não é uma doença venosa profunda e sim uma vasculite trombo-oclusiva de vasos distais.