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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Em relação ao controle de dor na oncologia pediátrica, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: D

Na oncologia pediátrica, dor é um sintoma muito frequente e merece avaliação ativa, porque criança nem sempre verbaliza bem o que sente. Além disso, o contexto muda bastante conforme o cenário: internados costumam ter mais dor por procedimentos, cirurgias e doença mais avançada, enquanto no ambulatório a prevalência tende a ser menor. Ou seja, a dor não aparece de forma igual em todos os ambientes, e a banca gosta de testar isso com comparações meio traiçoeiras. Outro ponto importante é que a dor oncológica pode ser nociceptiva, neuropática ou mista. Na dor neuropática, o raciocínio não é sair correndo para a morfina como primeira ideia isolada, porque o tratamento costuma exigir adjuvantes, como anticonvulsivantes e antidepressivos, além da analgesia conforme a intensidade. A morfina é muito útil na dor oncológica moderada a intensa, mas não é o remédio clássico e específico para dor neuropática. O gabarito é a letra D porque os opioides realmente têm efeitos adversos muito característicos: sonolência, náuseas e vômitos, constipação, retenção urinária, sudorese e prurido aparecem com frequência na prática. Isso faz parte do manejo correto da dor: não basta prescrever o analgésico, voce também precisa antecipar e tratar os efeitos colaterais. Em resumo, o controle da dor em oncologia pediátrica combina avaliação frequente, escolha adequada do tipo de dor e monitorização dos efeitos dos opioides. A prova aqui cobra justamente esse olhar prático, de quem não trata só a dor, mas também as consequências do tratamento.

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