Em relação ao controle de dor na oncologia pediátrica, assinale a afirmativa correta.
- A)A dor tem prevalência semelhante entre os pacientes internados com câncer e os que estão em acompanhamento ambulatorial.
Errada: a dor tende a ser mais frequente em pacientes internados do que em acompanhamento ambulatorial, por maior gravidade e mais procedimentos dolorosos.
- B)A dor é mais prevalente nas crianças com leucemia e linfoma e menor nos tumores sólidos.
Errada: a dor pode ocorrer em leucemias, linfomas e tumores sólidos, e não existe essa regra de ser menor nos tumores sólidos.
- C)Para o controle da dor neuropática é indicada a morfina.
Errada: morfina é usada para dor moderada a intensa, mas dor neuropática costuma exigir adjuvantes, não opioide isolado como escolha específica.
- D)Os efeitos colaterais mais observados com opioides são sonolência, vômitos, constipação, retenção urinária, hiperhidrose e prurido.
Certa: sonolência, vômitos, constipação, retenção urinária, hiperhidrose e prurido são efeitos adversos clássicos dos opioides.
- E)Nenhumas das opções está correta.
Errada: há uma alternativa correta na lista, então esta opção cai por exclusão.
Gabarito: D
Na oncologia pediátrica, dor é um sintoma muito frequente e merece avaliação ativa, porque criança nem sempre verbaliza bem o que sente. Além disso, o contexto muda bastante conforme o cenário: internados costumam ter mais dor por procedimentos, cirurgias e doença mais avançada, enquanto no ambulatório a prevalência tende a ser menor. Ou seja, a dor não aparece de forma igual em todos os ambientes, e a banca gosta de testar isso com comparações meio traiçoeiras. Outro ponto importante é que a dor oncológica pode ser nociceptiva, neuropática ou mista. Na dor neuropática, o raciocínio não é sair correndo para a morfina como primeira ideia isolada, porque o tratamento costuma exigir adjuvantes, como anticonvulsivantes e antidepressivos, além da analgesia conforme a intensidade. A morfina é muito útil na dor oncológica moderada a intensa, mas não é o remédio clássico e específico para dor neuropática. O gabarito é a letra D porque os opioides realmente têm efeitos adversos muito característicos: sonolência, náuseas e vômitos, constipação, retenção urinária, sudorese e prurido aparecem com frequência na prática. Isso faz parte do manejo correto da dor: não basta prescrever o analgésico, voce também precisa antecipar e tratar os efeitos colaterais. Em resumo, o controle da dor em oncologia pediátrica combina avaliação frequente, escolha adequada do tipo de dor e monitorização dos efeitos dos opioides. A prova aqui cobra justamente esse olhar prático, de quem não trata só a dor, mas também as consequências do tratamento.