Nos casos de hipertensão arterial pulmonar (HAP), com teste de vasorreatividade positivo, indique o fármaco que preferencialmente deverá ser usado.
- A)sidenafila.
Errada, porque a sildenafil é usada em HAP em alguns cenários, mas não é a escolha preferencial quando o teste de vasorreatividade é positivo.
- B)derivados da prostaciclina.
Errada, pois os derivados da prostaciclina são terapias para HAP em casos selecionados, mas não são a primeira opção no paciente vasorresponsivo.
- C)bloqueadores dos receptores da endotelina.
Errada, porque os bloqueadores dos receptores da endotelina fazem parte do arsenal da HAP, porém não são o tratamento preferencial após teste de vasorreatividade positivo.
- D)bloqueadores de canais de cálcio.
Certa, porque o teste de vasorreatividade positivo indica maior chance de resposta clínica aos bloqueadores de canais de cálcio.
- E)tratamento cirúrgico (septostomia).
Errada, pois septostomia é medida paliativa ou de resgate em HAP grave, não a conduta inicial do paciente vasorresponsivo.
Gabarito: D
Na hipertensão arterial pulmonar (HAP), o teste de vasorreatividade serve para identificar os poucos pacientes que podem responder muito bem a vasodilatadores de uso oral. Quando esse teste é positivo, a conduta preferencial é usar bloqueadores dos canais de cálcio, porque eles conseguem reduzir a pressão na circulação pulmonar de forma eficaz nesse subgrupo. É como achar o paciente que “aceita” o remédio certo e, de quebra, evita tratamentos mais pesados desnecessários. Isso não vale para a maioria dos casos de HAP, então o detalhe da vasorreatividade muda toda a estratégia. Por isso, a resposta da questão é a letra D: bloqueadores de canais de cálcio. Em provas, esse é um ponto clássico de pneumologia/cardiopulmonar e costuma cair associado ao conceito de seleção de pacientes. Em termos de prática e diretrizes, o raciocínio é o seguinte: teste de vasorreatividade positivo em HAP indica possibilidade de resposta sustentada aos bloqueadores de canais de cálcio, como nifedipino, diltiazem ou anlodipino, desde que o paciente seja cuidadosamente acompanhado. Se o teste fosse negativo, aí entram outras classes específicas para HAP, como antagonistas da endotelina, inibidores da fosfodiesterase-5 e prostanoides. Ou seja: HAP + vasorreatividade positiva = pensar em bloqueador de canal de cálcio, não em terapias avançadas de saída. A banca gosta muito de trocar esse detalhe por opções “modernas” e caras, mas aqui a fisiologia manda mais que o glamour terapêutico.