Assinale a opção que indica os fatores de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico.
- A)Obesidade, infecção por Helicobacter pylori e volvo gástrico de repetição.
Errada: obesidade e volvo gástrico de repetição não são fatores clássicos de risco para adenocarcinoma gástrico, embora H. pylori seja realmente um fator importante.
- B)Tabagismo, cirurgia gástrica prévia e doença de Ménétrier.
Certa: tabagismo, cirurgia gástrica prévia e doença de Ménétrier são fatores reconhecidos associados ao aumento do risco de adenocarcinoma gástrico.
- C)Etilismo, consumo excessivo de sal e lesão de Dieulafoy.
Errada: etilismo e lesão de Dieulafoy não são fatores clássicos para adenocarcinoma gástrico, apesar de o excesso de sal poder contribuir para risco gástrico em geral.
- D)Baixo nível socioeconômico, consumo excessivo de nitratos e úlcera de Curling.
Errada: baixo nível socioeconômico e consumo excessivo de nitratos podem se associar ao risco, mas úlcera de Curling não é fator de risco para câncer gástrico.
- E)Sexo masculino, gastrite atrófica e úlcera de Cushing.
Errada: sexo masculino e gastrite atrófica são fatores de risco verdadeiros, mas úlcera de Cushing não tem relação com adenocarcinoma gástrico.
Gabarito: B
O adenocarcinoma gástrico costuma aparecer sobre um terreno de agressão crônica da mucosa, inflamação e alterações pré-neoplásicas. Entre os fatores de risco mais lembrados estão infecção por Helicobacter pylori, gastrite atrófica, anemia perniciosa, metaplasia intestinal, tabagismo, dieta rica em sal e nitrosaminas, baixo nível socioeconômico e algumas condições gástricas especiais, como a doença de Ménétrier. Também entram na lista cirurgias gástricas prévias, porque a anatomia e o ambiente gástrico mudam com o tempo e favorecem transformação maligna. A alternativa B é a correta porque reúne três fatores classicamente associados ao adenocarcinoma gástrico: tabagismo, cirurgia gástrica prévia e doença de Ménétrier. A doença de Ménétrier é uma gastropatia hipertrófica com maior risco de malignização, e a cirurgia gástrica prévia pode aumentar o risco após anos de evolução, especialmente por refluxo biliar e alterações crônicas da mucosa. Na prova, vale lembrar que a banca gosta de misturar fatores reais com achados que parecem graves, mas não têm relação direta com câncer gástrico. O raciocínio aqui é: tudo que gera inflamação crônica, atrofia e metaplasia intestinal merece atenção como fator de risco. Em resumo, adenocarcinoma gástrico não nasce do nada: ele geralmente é o resultado de um estômago que ficou muito tempo doente.