Marque a opção que contenha apenas variáveis que se relacionam com a reserva cronotrópica:
- A)Pressão arterial de repouso e frequência cardíaca de repouso.
Errada, porque pressão arterial de repouso não é variável central da reserva cronotrópica, que se relaciona principalmente com a resposta da frequência cardíaca ao esforço.
- B)Frequência cardíaca de repouso e ergômetro utilizado.
Certa, porque frequência cardíaca de repouso e ergômetro utilizado influenciam diretamente a avaliação da reserva cronotrópica no teste de esforço.
- C)Pressão arterial de repouso e ergômetro utilizado.
Errada, porque pressão arterial de repouso não define reserva cronotrópica, embora o ergômetro tenha relevância no exame.
- D)Tabagismo e inversão da onda T em repouso.
Errada, porque tabagismo é fator de risco cardiovascular e inversão de onda T em repouso é achado eletrocardiográfico, mas isso não compõe a reserva cronotrópica.
- E)Inversão da onda T em repouso e pressão arterial de repouso.
Errada, porque inversão da onda T e pressão arterial de repouso são dados clínicos importantes, porém não são variáveis relacionadas à reserva cronotrópica.
Gabarito: B
A reserva cronotrópica é a capacidade que o coração tem de aumentar a frequência cardíaca do repouso até o esforço máximo. Em outras palavras, ela mostra se o nó sinusal responde bem ao exercício. Quando essa reserva está reduzida, você pode pensar em doença cardiovascular, uso de certas medicações ou limitação funcional, mas na prova o foco costuma ser nos elementos usados para calculá-la ou interpretá-la. Do ponto de vista prático, dois dados entram muito nessa conta: a frequência cardíaca de repouso e o tipo de ergômetro/protocolo utilizado no teste ergométrico. Isso porque a resposta cronotrópica depende da linha de base do paciente e do modo como o esforço foi aplicado, já que este varia entre esteira, bicicleta e outros protocolos. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela reúne exatamente variáveis relacionadas à reserva cronotrópica: frequência cardíaca de repouso e ergômetro utilizado. As demais alternativas misturam pressão arterial, tabagismo e alterações de ECG em repouso, que podem até ter valor clínico, mas não definem a reserva cronotrópica. Em provas de cardiologia, a banca gosta de confundir parâmetros de esforço com fatores de risco ou com achados do eletrocardiograma basal. Aqui, a chave é lembrar que reserva cronotrópica é um conceito de resposta da frequência cardíaca ao exercício, não de pressão arterial nem de alteração de repolarização.