Na Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono observamos uma relação direta com alterações estruturais relacionadas a obstrução nasal como desvio de septo, hipertrofia de cornetos inferiores, lesões traumáticas, lesões neoplásicas e pólipos, colapso da válvula nasal, aumento de adenoides e corpos estranhos. A respeito das alterações estruturais é correto afirmar:
- A)Os exames complementares como rinoscopia anterior e posterior, oroscopia e a nasofibrolaringoscopia não auxiliam no diagnóstico da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono relacionados a alterações estruturais.
Errada, porque rinoscopia, oroscopia e nasofibrolaringoscopia ajudam sim a identificar alterações estruturais relacionadas à síndrome.
- B)O tratamento cirúrgico das alterações estruturais do nariz tem eficiência integral no tratamento da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono.
Errada, porque a cirurgia nasal pode melhorar a obstrução, mas não tem eficiência integral nem resolve sozinha todos os casos de apneia obstrutiva do sono.
- C)A realização dos exames de rinoscopia anterior e posterior, oroscopia e nasofibrolaringoscopia pode determinar o local das alterações estruturais relacionadas com a síndrome, excluindo a necessidade de realização da polissonografia.
Errada, porque esses exames localizam alterações anatômicas, mas não excluem a necessidade de polissonografia para confirmar o diagnóstico e avaliar gravidade.
- D)Os procedimentos cirúrgicos mais utilizados são amigdalectomia, uvulopalatofaringoplastia, uvulopalatoplastia, radio-frequência de palato, septoplastia, turbinectomia, cauterização dos cornetos e avanço maxilomandibular.
Certa, porque lista procedimentos cirúrgicos efetivamente utilizados no tratamento de alterações estruturais associadas à apneia obstrutiva do sono.
- E)A classificação de Mallampati é o principal critério estrutural a ser avaliado.
Errada, porque a classificação de Mallampati é um dado útil de avaliação da via aérea, mas não é o principal critério estrutural isolado para essa síndrome.
Gabarito: D
Na síndrome da apneia obstrutiva do sono, a avaliação das vias aéreas superiores é parte importante da investigação, porque alterações estruturais podem contribuir para o estreitamento da passagem do ar. Por isso, exames como rinoscopia anterior e posterior, oroscopia e nasofibrolaringoscopia ajudam a identificar onde está a obstrução, se no nariz, palato, amígdalas, língua ou laringe. Eles não substituem a polissonografia, que continua sendo o exame padrão para confirmar e graduar a apneia do sono. O tratamento depende da causa e da gravidade. Em muitos casos, a cirurgia corrige fatores anatômicos que pioram a respiração, mas isso não significa cura automática da síndrome. Quando há obstrução nasal, hipertrofia de cornetos, desvio de septo, aumento de adenoide ou alterações do palato, a intervenção pode melhorar o fluxo aéreo e reduzir sintomas, mas o resultado é variável e muitas vezes precisa ser combinado com outras medidas, como perda de peso, CPAP e manejo clínico. É por isso que o gabarito é a letra D: ela reúne procedimentos cirúrgicos realmente usados no manejo de alterações estruturais associadas à apneia, como amigdalectomia, uvulopalatofaringoplastia, septoplastia, turbinectomia e avanço maxilomandibular. A banca FGV gosta de cobrar exatamente essa ideia de associação entre anatomia alterada e abordagem cirúrgica possível, sem exagerar na promessa de resolução total. Na prática, pense assim: exame clínico e endoscópico ajudam a localizar o problema, polissonografia confirma o diagnóstico, e a cirurgia pode ser uma ferramenta útil quando existe obstáculo anatômico bem definido. Medicina não gosta de atalho mágico, e a apneia do sono também não.