O termo desproporção prótese-paciente (Mismatch) é utilizado para descrever a seguinte condição:
- A)Diâmetro anular da valva nativa pequeno em relação ao anel protético.
Errada, porque a desproporção prótese-paciente não é definida pela comparação do diâmetro anular da valva nativa com o anel protético.
- B)Diâmetro anular da valva nativa grande em relação ao anel protético.
Errada, pois a ideia de mismatch não é um anel nativo maior que o protético, e sim a inadequação funcional da prótese ao paciente.
- C)Área efetiva do orifício da valva protética pequena em relação ao diâmetro anular da valva aórtica nativa.
Errada, porque o conceito não usa o diâmetro anular da valva aórtica nativa como referência principal, mas a área efetiva da prótese em relação ao corpo do paciente.
- D)Área efetiva do orifício da valva protética pequena em relação à área de superfície corporal.
Certa, pois mismatch é quando a área efetiva do orifício da valva protética é pequena em relação à área de superfície corporal.
- E)Área efetiva do orifício da valva protética grande em relação à área de superfície corporal.
Errada, porque a área efetiva da prótese não deve ser grande em relação à superfície corporal para definir mismatch; isso seria o oposto do problema.
Gabarito: D
A desproporção prótese-paciente, ou prosthesis-patient mismatch, acontece quando a prótese implantada fica pequena demais para o tamanho corporal do paciente. Na prática, isso significa que a área efetiva do orifício da valva protética não consegue atender a demanda hemodinâmica do corpo, gerando um gradiente residual mais alto do que o ideal. Esse conceito é muito cobrado em cardiologia porque não basta a prótese ser "boa" no papel: ela precisa ser adequada para aquele paciente específico. Se a área da prótese é insuficiente em relação à superfície corporal, o fluxo fica limitado, como uma porta estreita para um corredor lotado. Resultado: a válvula funciona, mas não entrega o desempenho esperado. Por isso, o gabarito é a letra D. A definição clássica de mismatch é justamente a área efetiva do orifício da valva protética pequena em relação à área de superfície corporal. Essa relação é usada para prever se a prótese vai ser proporcional ao porte do paciente e evitar obstrução funcional residual. As outras alternativas confundem diâmetros anatômicos com a lógica correta do índice prótese-paciente. O foco aqui não é comparar a prótese com o anel nativo em termos genéricos, e sim avaliar se a prótese tem área funcional suficiente para o paciente que a recebe.