O escore de esteira de Duke é o mais empregado no teste ergométrico na atualidade. Dentre as afirmativas abaixo, assinale a correta:
- A)Embora inicialmente desenvolvido para determinação do prognóstico, pode ser empregado no diagnóstico de doença obstrutiva coronária.
Correta: o escore foi criado com finalidade prognóstica, mas pode ser aplicado na avaliação do paciente no contexto do teste ergométrico e da suspeita de doença coronária obstrutiva.
- B)Serve apenas para o protocolo de Bruce, não podendo sem utilizado em outros protocolos.
Errada: o escore não é exclusivo do protocolo de Bruce, pois depende das variáveis do teste e pode ser aplicado em outros protocolos.
- C)Tem como componentes o tempo de exercício, a quantidade de desnível de ST em milímetros, a presença de arritmia e o índice de angina.
Errada: os componentes são tempo de exercício, desnível de ST e índice de angina, não presença de arritmia.
- D)É obtido em numeral e este valor classificado em duas faixas de risco (baixo e alto risco).
Errada: o escore gera estratificação em faixas de risco que não se limitam a apenas baixo e alto risco.
- E)Pode ser empregado em pacientes de ambos os sexos, porém com pontos de corte distintos.
Errada: o escore de Duke não é classificado por pontos de corte distintos para homens e mulheres.
Gabarito: A
O escore de esteira de Duke é um jeito prático de transformar o teste ergométrico em número, para sair do “achismo” e ir para uma estimativa objetiva de risco. Ele nasceu mais como ferramenta prognóstica, ou seja, para ajudar a prever desfechos e estratificar gravidade em quem fez o teste. A fórmula clássica usa três coisas: tempo de exercício, desnível do segmento ST e índice de angina. Em outras palavras, quanto mais tempo a pessoa suporta, melhor; quanto maior a depressão de ST, pior; e quanto mais angina durante o esforço, pior também. É quase um boletim do coração sob pressão. No caso da questão, o gabarito A é o correto porque o escore de Duke, embora tenha sido inicialmente criado com foco prognóstico, também pode ser aproveitado na avaliação do paciente com suspeita de doença coronária obstrutiva dentro do contexto do teste ergométrico. A ideia é que ele não serve só para “prever futuro”, mas também ajuda a interpretar a relevância clínica do teste. O ponto de prova é este: não confunda o escore de Duke com o protocolo de Bruce nem com uma classificação simplista de apenas dois grupos. A banca gosta de trocar os componentes e exagerar restrições para ver se você cai na armadilha.