Durante uma prostatectomia radical de resgate, após radioterapia pélvica, é observada uma lesão retal de 2 cm. Assinale a opção que indica a conduta mais segura.
- A)Reparo imediato em dois planos.
Errada, porque o reparo imediato isolado não oferece proteção suficiente em reto irradiado, aumentando o risco de fístula e deiscência.
- B)Colostomia apenas.
Errada, porque colostomia sem reparo da lesão não resolve o defeito retal e não é a conduta mais adequada como medida única.
- C)Reparo imediato em dois planos e sonda retal.
Errada, porque a sonda retal não substitui a necessidade de derivação fecal em uma lesão significativa após radioterapia.
- D)Interrupção da cirurgia, reparo em dois planos e bloqueio hormonal.
Errada, porque bloquear hormônios não tem relação com o manejo da lesão retal intraoperatória e não resolve o problema cirúrgico imediato.
- E)Reparo imediato em dois planos e colostomia.
Certa, porque o reparo em dois planos com colostomia protege a sutura e reduz o risco de complicações em um reto previamente irradiado.
Gabarito: E
Na prostatectomia radical de resgate, o cenário é mais delicado porque a radioterapia pélvica deixa os tecidos menos vascularizados, mais frágeis e com pior capacidade de cicatrização. Em uma lesão retal de 2 cm, isso muda tudo: não basta “fechar e torcer para dar certo”. A conduta mais segura é fazer o reparo imediato em dois planos, mas com desvio fecal por colostomia. A lógica é simples: você fecha a lesão, reduz a contaminação e ainda protege a sutura em um campo que já é hostil por causa da radioterapia. Em cirurgia, o intestino gosta de paz e o reto irradiado gosta de atenção redobrada. Em lesões retais pequenas em cirurgia urológica, o reparo primário pode ser suficiente em alguns contextos. Porém, quando há radioterapia prévia e a lesão é maior, o risco de fístula, deiscência e infecção sobe bastante. Por isso, a derivação fecal entra como medida de segurança. Assim, o gabarito é a alternativa E: reparo imediato em dois planos e colostomia. É a opção mais prudente para diminuir complicações sérias em um tecido já comprometido pela irradiação.