Assinale a opção que apresenta os fármacos indicados no tratamento de adultos com o diagnóstico de Hipercolesterolemia Familiar (HF) Heterozigótica.
- A)Atorvastatina em dose moderada e ciprofibrato.
Errada, porque ciprofibrato é fármaco voltado principalmente para hipertrigliceridemia e não é a combinação padrão para HF heterozigótica.
- B)Rosuvastatina em dose baixa e evolocumabe (inibidor de PCSK9).
Errada, porque o tratamento inicial deve ser com estatina de alta intensidade, e não com rosuvastatina em dose baixa.
- C)Atorvastina em dose alta e ômega 3.
Errada, porque ômega 3 não é o esquema indicado para reduzir LDL na hipercolesterolemia familiar heterozigótica.
- D)Atorvastatina em dose alta associada à ezetimiba e evolocumabe (Inibidor de PCSK9).
Certa, pois reúne estatina de alta intensidade, ezetimiba e inibidor de PCSK9, que são opções indicadas quando é preciso intensificar a redução do LDL na HF heterozigótica.
- E)Rosuvastatina em dose alta associada à ezetimiba e ciprofibrato.
Errada, porque ciprofibrato não faz parte da estratégia padrão para controle de LDL nessa condição.
Gabarito: D
A hipercolesterolemia familiar heterozigótica é um cenário de LDL muito alto desde cedo, com risco cardiovascular que não perdoa procrastinação terapêutica. Por isso, o tratamento em adultos costuma começar com estatina de alta intensidade, para derrubar o LDL de forma agressiva, e depois se necessário entra a ezetimiba, que reduz ainda mais a absorção intestinal de colesterol. Quando a resposta ainda é insuficiente, a próxima “peça do jogo” é o inibidor de PCSK9, como o evolocumabe, que aumenta bastante a queda do LDL. Esse encadeamento é o que a banca quer ver: estatina potente, somada a ezetimiba e, se necessário, PCSK9. Não é tratamento para triglicerídeos, e sim para o problema principal, que é o excesso de LDL. Assim, a alternativa D está correta porque reúne atorvastatina em dose alta, ezetimiba e evolocumabe. É a combinação clássica para pacientes com HF heterozigótica quando o controle isolado com estatina não basta. Em termos práticos: primeiro você baixa o LDL com força, depois vai “apertando os parafusos” até atingir a meta. Como referência doutrinária, isso está alinhado às diretrizes de dislipidemias e prevenção cardiovascular, que indicam estatina de alta intensidade como base do tratamento, associação com ezetimiba e uso de inibidor de PCSK9 em casos de alto risco ou refratários.