Para um paciente alérgico à penicilina, com endocardite cujo agente causal é um MRSA, o antibiótico inicial de escolha será
- A)clindamicina.
Clindamicina não é a escolha de primeira linha para endocardite por MRSA, pois não é o tratamento padrão para essa infecção grave.
- B)meropenem.
Meropenem é um beta-lactâmico de amplo espectro, mas não é a opção indicada para MRSA e ainda pode ser inadequado em paciente alérgico à penicilina.
- C)daptomicina.
Daptomicina tem atividade contra MRSA e pode ser usada em endocardite, mas não é a resposta clássica inicial cobrada nessa formulação.
- D)vancomicina.
Vancomicina é o tratamento inicial de escolha para endocardite por MRSA, especialmente quando há alergia à penicilina.
- E)ciprofloxacino.
Ciprofloxacino não é uma droga de escolha para endocardite por MRSA e não cobre adequadamente esse cenário.
Gabarito: D
Endocardite infecciosa por MRSA exige um antibiótico com cobertura confiável para Staphylococcus aureus resistente à meticilina. Nesse cenário, a escolha inicial clássica é a vancomicina, que é um glicopeptídeo ativo contra Gram-positivos resistentes e faz parte do tratamento empírico e direcionado quando o agente é MRSA. Se o paciente ainda é alérgico à penicilina, isso reforça que não devemos usar beta-lactâmicos como primeira linha. A sacada aqui é simples: penicilina não cobre MRSA e, além disso, a alergia afasta opções da mesma família. Então sobra a vancomicina como resposta mais segura e consagrada em prova. A daptomicina também tem papel importante contra MRSA, especialmente em bacteremia e endocardite direita, mas em questões clássicas de início de tratamento, a banca costuma preferir a vancomicina como padrão. Em outras palavras: daptomicina é ótima, mas a vancomicina é a velha conhecida que a prova quer ver no holofote. Resumo de prova: MRSA + endocardite + alergia à penicilina = vancomicina. É o tipo de associação que aparece muito em farmacologia clínica e infectologia, porque mistura espectro antibiótico com decisão prática de tratamento.