A atresia de esôfago é a anomalia congênita mais comum do esôfago. A respeito da atresia de esôfago, assinale a afirmativa correta.
- A)A atresia de esôfago isolada é mais comum do que associada a fístula traqueoesofágica (FTE).
Errada, porque a atresia de esôfago mais frequentemente está associada à fístula traqueoesofágica do que ocorre de forma isolada.
- B)Os achados radiográficos de ausência de bolha gástrica no recém-nascido e polidrâmnio materno são sinais de alerta para o diagnóstico de atresia de esôfago.
Certa, porque polidrâmnio materno e ausência de bolha gástrica no recém-nascido são achados clássicos que levantam a suspeita de atresia de esôfago.
- C)Menos de 10% das atresias de esôfago estão associadas a outras malformações.
Errada, porque a maioria dos casos se associa a outras malformações congênitas, muitas vezes em conjunto com a síndrome VACTERL.
- D)A esofagostomia associada a gastrostomia é o tratamento cirúrgico padrão em todos os casos.
Errada, porque o tratamento cirúrgico depende do tipo de atresia e das condições do recém-nascido, não sendo esofagostomia com gastrostomia a regra para todos os casos.
- E)A taxa de sobrevida ainda é baixa chegando a menos que 50%.
Errada, porque a sobrevida atualmente é bem superior a 50% na maioria dos centros, graças ao diagnóstico precoce e aos avanços da cirurgia neonatal e da UTI.
Gabarito: B
A atresia de esôfago é uma malformação congênita em que o esôfago não se forma de modo contínuo, muitas vezes vindo acompanhada de fístula traqueoesofágica. Na prática, o recém-nascido chama atenção por salivação excessiva, engasgos nas primeiras tentativas de alimentação e dificuldade respiratória. É aquele quadro em que a mamada, que deveria ser rotina, vira alerta rápido para a equipe neonatal. O ponto clássico cobrado em prova é a suspeita ao pré-natal e ao nascimento. O polidrâmnio materno sugere que o feto não estava conseguindo deglutir adequadamente o líquido amniótico, e a ausência de bolha gástrica no recém-nascido pode aparecer nos casos sem comunicação distal com o estômago, reforçando a suspeita diagnóstica. Por isso, esses achados são sinais de alerta importantes para atresia de esôfago. Na maioria dos casos, a atresia de esôfago vem associada à fístula traqueoesofágica, e não isoladamente. Além disso, é comum haver outras malformações associadas, especialmente no contexto de associações como VACTERL. O tratamento costuma ser cirúrgico, mas não existe um único esquema para todos os pacientes, porque depende do tipo anatômico e do estado clínico do recém-nascido. Assim, a alternativa B está correta porque reúne sinais clássicos de suspeita diagnóstica: polidrâmnio materno e ausência de bolha gástrica. Em prova, sempre desconfie das alternativas que tentam inverter frequência, exagerar isolamento ou prometer uma conduta cirúrgica universal. Aqui, a banca quer que você reconheça o quadro típico e os sinais que fazem o pediatra sair correndo para investigar.