O espamo nutans caracteriza-se por
- A)tremor cefálico lento de cerca de 2 Hz e nistagmo.
Correta: o espasmo nutans cursa com tremor cefálico lento, em geral ao redor de 2 Hz, associado a nistagmo.
- B)mioclonias repetitivas.
Errada: mioclonias repetitivas sugerem outro distúrbio do movimento ou crise epiléptica, não espasmo nutans.
- C)mioclonias repetitivas apenas durante o sono.
Errada: mioclonias apenas durante o sono não definem espasmo nutans e apontam para outro diagnóstico diferencial.
- D)tremor cervical e de ombros.
Errada: tremor cervical e de ombros não é a apresentação típica, que envolve principalmente cabeça e nistagmo.
- E)desvio supravérsico tônico paroxístico do olhar.
Errada: desvio supraversivo tônico paroxístico do olhar é um quadro ocular paroxístico diferente, não espasmo nutans.
Gabarito: A
O espasmo nutans é um distúrbio benigno da primeira infância que costuma aparecer nos primeiros anos de vida e chama atenção por uma tríade bem típica: nistagmo, inclinação ou tremor fino da cabeça e movimento compensatório de torção cervical. É aquele quadro que assusta os pais, mas muitas vezes evolui de forma favorável e espontânea. Na prática, você pensa nele quando vê a criança com movimentos repetitivos da cabeça, geralmente lentos e rítmicos, junto com os olhos fazendo nistagmo. O ponto-chave da questão é que o espasmo nutans não é uma crise convulsiva nem uma mioclonia. Ele não se descreve como espasmos bruscos do corpo, mas sim como tremor cefálico lento, em torno de 2 Hz, acompanhado de nistagmo. Esse padrão é o que diferencia o quadro de outros distúrbios do movimento e de epilepsias mioclônicas. A banca gosta muito de trocar os nomes e jogar sintomas parecidos para confundir. Então, sempre que aparecer criança pequena com tremor de cabeça e nistagmo, lembre do espasmo nutans. Se vier mioclonia, especialmente repetitiva ou restrita ao sono, o quadro já muda bastante de figura. Como fundamento doutrinário, a descrição clássica do espasmo nutans em neurologia pediátrica é justamente a associação de nistagmo, torcicolo e movimentos cefálicos oscilatórios lentos, com bom prognóstico na maioria dos casos. Portanto, a alternativa A está correta porque traduz esse conjunto clínico típico.