A técnica cirúrgica de Shehata foi desenvolvida para tratamento de
- A)atresia de esôfago com long gap.
Errada: atresia de esôfago com long gap é tratada com estratégias esofágicas, não com técnica de Shehata.
- B)refluxo vésico ureteral.
Errada: refluxo vésico-ureteral é problema urológico do trato urinário, mas não é a indicação da técnica de Shehata.
- C)criptorquidia.
Certa: a técnica de Shehata foi desenvolvida para criptorquidia, especialmente em testículos altos ou não palpáveis.
- D)hipospádia.
Errada: hipospádia é uma malformação da uretra, tratada com correção urológica específica, sem relação com Shehata.
- E)pectus excavatum.
Errada: pectus excavatum é uma deformidade da parede torácica e não tem relação com essa técnica cirúrgica.
Gabarito: C
A técnica cirúrgica de Shehata é usada no tratamento da criptorquidia, especialmente nos testículos não palpáveis e em situações em que se busca um método para ganhar comprimento do cordão espermático antes da orquidopexia definitiva. A ideia central é “preparar o terreno” para que o testículo desça com menos tensão, aumentando a chance de fixação segura no escroto. Na prática, isso ajuda quando o testículo está alto e a mobilização imediata pode ficar limitada. Em vez de forçar uma descida de uma vez, a técnica usa tração progressiva para favorecer o alongamento das estruturas. É uma solução mais elegante do que heroica: menos puxar no susto, mais estratégia cirúrgica. Por isso o gabarito é a letra C. Criptorquidia significa testículo que não completou a descida para o escroto, e a técnica de Shehata foi descrita justamente para esse cenário. As demais alternativas pertencem a outras especialidades ou a malformações diferentes. Em prova, vale lembrar: quando aparecer “Shehata”, pense em criptorquidia e orquidopexia por tração progressiva, não em refluxo urinário, lábio leporino genitourinário ou deformidades da parede torácica.