Gestante na 35a semana com placenta prévia central, feto morto. Para o caso, a conduta adequada é
- A)indução do parto por via baixa.
Errada, porque a indução por via baixa com placenta prévia central aumenta muito o risco de sangramento materno grave.
- B)tocolítico.
Errada, porque tocolítico não resolve a indicação definitiva e não substitui a via de parto segura quando há placenta prévia central.
- C)cesariana.
Certa, pois a placenta prévia central contraindica o parto vaginal e a cesariana é a via mais segura para evitar hemorragia.
- D)expectante.
Errada, porque a conduta expectante não é apropriada aqui diante de placenta prévia central com necessidade de resolver a gestação.
- E)histerectomia.
Errada, pois histerectomia não é a conduta de rotina; fica reservada para situações excepcionais, como hemorragia incontrolável/acréta em contexto específico.
Gabarito: C
Placenta prévia central é aquela em que a placenta cobre o orifício interno do colo, ou seja, ela fica literalmente no caminho da saída. Nessa situação, a via vaginal costuma ser proibitiva, porque a dilatação e o trabalho de parto podem provocar hemorragia importante e imprevisível. O ponto-chave da prova é este: o fato de o feto estar morto não “libera” o parto vaginal quando a placenta é central, porque o grande risco materno continua sendo o sangramento. Assim, a conduta adequada é a cesariana, que evita o trajeto placentário e reduz o risco de hemorragia catastrófica. Em prova, pense sempre: placenta prévia central = via baixa não é a estrada mais segura.