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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Uma ginecologista recebeu em seu consultório uma mulher intrigada com as manchas vermelhas na pele que outros quatro médicos não haviam conseguido diagnosticar de modo satisfatório. “Era uma mulher jovem, com parceiro único, que não se achava em risco para infecções sexualmente transmissíveis”, conta a médica. Confirmado por exames de sangue, o diagnóstico indicou sífilis. Adaptado de Fioravanti C., Em silêncio, a sífilis avança. Revista Pesquisa Fapesp, 2021. De acordo com especialistas, a sífilis tornou-se um problema de saúde pública na atualidade, pois

Gabarito: B

A sífilis voltou a chamar atenção porque não é uma doença “antiga e resolvida”: ela continua circulando, muitas vezes com diagnóstico tardio ou perdido no caminho. E aí mora o problema - ela pode passar despercebida, especialmente nas fases iniciais, quando as manifestações são discretas ou até ausentes. No caso da questão, o ponto central é que a expansão da sífilis está ligada ao desconhecimento de profissionais de saúde, à dificuldade de interpretar corretamente os testes e ao controle falho da transmissão. Em outras palavras, não basta o paciente não desconfiar: se o profissional também não suspeita, o diagnóstico atrasa e a cadeia de contágio continua andando. A sífilis é causada pelo Treponema pallidum e tem evolução clássica em fases, com sinais variados, o que exige atenção clínica. O diagnóstico costuma combinar avaliação clínica com testes sorológicos, e o tratamento é com penicilina, não com antirretrovirais. Então, quando a banca fala em saúde pública, ela quer que você pense em vigilância, rastreio, tratamento adequado e notificação, não em fantasia farmacológica. Por isso o gabarito é a letra B: ela traduz o motivo real de a sífilis seguir como problema atual de saúde pública, isto é, falhas de suspeição clínica, diagnóstico e controle de transmissão.

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