Na atual classificação TNM, no mesotelioma pleural com lesão comprometendo pleura visceral ipsilateral e invasão do músculo diafragma, estaríamos diante de um tumor
- A)T0.
T0 é incompatível com uma lesão já descrita e com invasão local, pois significa ausência de evidência de tumor primário.
- B)T1.
T1 é lesão mais restrita à pleura, sem a invasão do diafragma muscular descrita no enunciado.
- C)T2.
Correta: a invasão da pleura visceral ipsilateral e do músculo diafragma caracteriza tumor T2 no mesotelioma pleural.
- D)T3.
T3 é um estágio mais avançado, reservado para extensão local maior do que a descrita na questão.
- E)T4.
T4 indica doença localmente muito avançada, com invasão extensa de estruturas vizinhas, o que não é o caso aqui.
Gabarito: C
No mesotelioma pleural, a classificação TNM olha principalmente o quanto o tumor já “subiu de nível” localmente na pleura e nas estruturas vizinhas. Aqui, o detalhe importante é que a lesão compromete a pleura visceral ipsilateral e invade o músculo do diafragma, o que já indica invasão de uma estrutura muscular adjacente, sem falar em doença ainda mais extensa. Pela classificação atual, isso enquadra o tumor como T2. Em termos práticos, T1 fica mais limitado às pleuras sem invasão relevante de estruturas profundas, enquanto T2 já inclui invasão do pulmão, da pleura visceral, do diafragma muscular ou do peritônio. Ou seja: o tumor já “passou da cerca”, mas ainda não chegou ao estágio de invasão mais ampla típico de T3 ou T4. A banca gosta desse tipo de questão porque mistura anatomia com estadiamento. Se você lembrar da regra simples - pleura visceral + diafragma muscular = T2 - já resolve a questão com segurança. Portanto, o gabarito C está correto porque o quadro descrito corresponde a tumor T2 na classificação TNM do mesotelioma pleural.