Em relação ao tratamento da hemorragia em pacientes com hemofilia B com inibidores, assinale a opção correta.
- A)Complexo protrombínico não ativado.
Errada: o complexo protrombínico não ativado não é a opção clássica para tratar hemorragia na hemofilia B com inibidores.
- B)Complexo protrombínico parcialmente ativado.
Errada: o complexo protrombínico parcialmente ativado pode ser usado como agente bypass em algumas situações, mas não é a resposta mais correta e cobrada aqui.
- C)Emicizumabe.
Errada: o emicizumabe é voltado para hemofilia A, não para hemofilia B com inibidores.
- D)Fator VII recombinante ativado.
Certa: o fator VII recombinante ativado é um agente bypass indicado para hemorragia em hemofilia B com inibidores.
- E)Concentrado de Fator IX em altas doses.
Errada: concentrado de fator IX em altas doses costuma ser neutralizado pelos inibidores, não resolvendo adequadamente o sangramento.
Gabarito: D
Na hemofilia B com inibidores, o problema não é só a falta do fator IX, mas também a presença de anticorpos que neutralizam o fator administrado. Então, simplesmente repor o fator IX costuma ser como encher um balde com furinho: o medicamento entra, mas não resolve a hemorragia de forma eficaz. Nessa situação, o tratamento da hemorragia deve contornar o fator IX, usando agentes "bypass". Entre eles, o fator VII recombinante ativado (rFVIIa) é uma opção clássica e muito cobrada em prova, porque ajuda a gerar trombina e formar coágulo sem depender do fator IX funcional. Por isso o gabarito é a letra D. Em livros e consensos de hemofilia, o rFVIIa é indicado para episódios hemorrágicos em pacientes com hemofilia A ou B com inibidores, justamente por escapar do bloqueio causado pelos anticorpos. Emicizumabe é outra armadilha frequente: ele é profilático e é usado na hemofilia A, não na hemofilia B. Já concentrado de fator IX em altas doses tende a falhar quando há inibidor, porque o anticorpo neutraliza o produto infundido.