Dentre as estratégias para lidar com fatores de confusão em estudos de tabagismo, estão
- A)ajuste, randomização e imputação.
Imputação serve para lidar com dados ausentes, não é estratégia clássica de controle de confusão.
- B)pareamento, ajuste e estratificação.
Correta, porque pareamento, ajuste e estratificação são medidas clássicas para controlar fatores de confusão.
- C)randomização, ajuste e análise multivariada.
Randomização ajuda mais em estudos experimentais, mas a análise multivariada é uma forma de ajuste; a alternativa fica incompleta para o contexto clássico pedido.
- D)cegamento, ajuste e crossover.
Cegamento reduz viés de informação e crossover é desenho de estudo, mas nenhum dos dois é estratégia típica de controle de confusão.
- E)ajuste, escolha de controles e segredo de alocação.
Escolha de controles e segredo de alocação ajudam a reduzir vieses de seleção e de condução, não são o trio clássico para confusão.
Gabarito: B
Em epidemiologia, fator de confusão é aquela variável que embaralha a leitura da associação entre exposição e desfecho. No estudo do tabagismo, isso é muito comum: idade, sexo, nível socioeconômico e consumo de álcool podem parecer parte do efeito do cigarro, quando na verdade estão influenciando a relação observada. Para lidar com confusão, você pode agir na fase do desenho do estudo ou na análise. No desenho, o pareamento ajuda a deixar grupos comparáveis, e a estratificação permite olhar a associação dentro de subgrupos mais homogêneos. Na análise, o ajuste estatístico remove, tanto quanto possível, o efeito dessas variáveis confundidoras. É exatamente por isso que a alternativa B está correta: pareamento, ajuste e estratificação são estratégias clássicas e diretas para controlar confusão. Elas são muito cobradas porque representam o trio básico da epidemiologia analítica, sem misturar com técnicas que tratam de outros problemas, como viés de seleção, viés de informação ou perdas de seguimento. Se quiser memorizar de forma simples: confusão se combate com desenho bom e análise boa. Quando a banca fala em tabagismo, ela adora colocar opções com termos bonitos, mas fora do lugar. Aqui, a resposta certa é a que realmente conversa com controle de confundimento.