Em se considerando um paciente diabético, com neuropatia craniana, a apresentação mais frequente é a que compromete o
- A)III nervo craniano.
Correta: o III nervo craniano é o mais frequentemente acometido na neuropatia craniana diabética.
- B)IV nervo craniano.
Errada: o IV nervo pode causar diplopia, mas não é a apresentação mais comum no diabético.
- C)VI nervo craniano.
Errada: o VI nervo também pode ser afetado, porém é menos típico do que o III nesse contexto.
- D)VII nervo craniano
Errada: o VII nervo é facial e não é a associação clássica de neuropatia craniana diabética.
- E)VIII nervo craniano.
Errada: o VIII nervo relaciona-se à audição e equilíbrio, não sendo a apresentação mais frequente na diabetes.
Gabarito: A
Na neuropatia craniana do paciente diabético, a manifestação mais clássica é a paralisia do III nervo craniano. Isso acontece porque os nervos oculomotores podem sofrer isquemia dos pequenos vasos que os nutrem, e o quadro costuma aparecer de forma relativamente aguda, com ptose e diplopia. É aquele tipo de questão em que o olho "denuncia" a vasculopatia diabética antes do resto do corpo reclamar. O III par craniano é o mais lembrado porque controla boa parte dos movimentos oculares e também a elevação da pálpebra. Assim, quando ele falha, o paciente pode ficar com a pálpebra caída e com desvio do olho, gerando visão dupla. Em diabetes, a lesão microvascular costuma poupar a pupila em muitos casos, o que ajuda na suspeita clínica de neuropatia isquêmica. As outras neuropatias oculomotoras também podem ocorrer, mas são menos frequentes como apresentação típica. Em prova, quando a banca fala em "neuropatia craniana" no diabético, ela geralmente quer a associação com o III nervo craniano, porque é o campeão das paralisias oculomotoras nesse contexto. Resumo de prova: diabético + diplopia + ptose + neuropatia craniana = pense primeiro em acometimento do III nervo craniano. É a combinação clássica, simples e muito cobrada.