Com base no caso exposto, após exame do liquido, esse se mostrou ser um exudato. Assinale a opção que apresenta a principal hipótese diagnóstica e o exame que confirmaria essa hipótese, respectivamente.
- A)Pneumonia viral / tomografia computadorizada de tórax.
Errada, porque pneumonia viral pode até causar derrame parapneumônico, mas tomografia de tórax não confirma a principal hipótese de forma específica como a biópsia confirma a tuberculose pleural.
- B)Sarcoidose / dosagem da enzima conversora de angiotensina.
Errada, porque sarcoidose não é a hipótese mais típica para derrame pleural exsudativo e a dosagem de enzima conversora de angiotensina tem baixa especificidade.
- C)Insuficiência cardíaca / ecocardiograma.
Errada, porque insuficiência cardíaca costuma causar transudato, não exsudato, e o ecocardiograma avalia função cardíaca, não confirma a etiologia pleural do líquido.
- D)Hipertensão arterial pulmonar / ecocardiograma com medida de pressão de artéria pulmonar.
Errada, porque hipertensão arterial pulmonar não é a causa clássica de derrame pleural exsudativo e o ecocardiograma com medida de pressão não fecha esse diagnóstico pleural.
- E)Tuberculose pleural / biópsia de pleura.
Certa, porque derrame pleural exsudativo com forte suspeita clínica de tuberculose pleural é confirmado preferencialmente por biópsia pleural, que mostra granulomas e pode identificar o agente.
Gabarito: E
Quando o líquido pleural vem como exsudato, a ideia principal deixa de ser um problema “de pressão” e passa a ser um processo inflamatório ou infeccioso da pleura. Em provas, isso já afasta causas como insuficiência cardíaca e aponta para diagnósticos como pneumonia, neoplasia, tromboembolismo e, muito especialmente, tuberculose pleural em cenários compatíveis. Na tuberculose pleural, o quadro clássico é de derrame pleural exsudativo, geralmente com sintomas subagudos, como febre baixa, tosse, dor pleurítica e emagrecimento. O raciocínio é: se o líquido é exsudato, a causa costuma estar na própria pleura ou em doença inflamatória adjacente, e a TB entra forte na lista, sobretudo em países com alta prevalência, como o Brasil. Para confirmar a suspeita, a biópsia pleural é o exame mais útil, porque permite evidenciar granulomas com necrose caseosa e, em alguns casos, identificar o bacilo. A citologia e a baciloscopia do líquido pleural podem falhar, então a banca gosta dessa confirmação por biópsia. Em linhas gerais, esse é o ponto-chave: exsudato sugere doença pleural ativa, e a confirmação histológica fecha o diagnóstico. Por isso, a alternativa correta é a que associa tuberculose pleural com biópsia de pleura. É o combo clássico de prova: suspeita clínica + líquido exsudativo + confirmação por tecido. Nada de adivinhar com base só no líquido, porque na pneumologia o tecido às vezes fala mais alto que o líquido.