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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Das patologias esofageanas listadas a seguir, assinale a que não é relacionada ao aumento da incidência de câncer de esôfago.

Gabarito: B

Quando a banca pergunta quais lesões do esôfago aumentam o risco de câncer, pense nas condições que causam inflamação crônica, estase de alimento ou cicatrização repetida. É essa irritação persistente que vai “apertando” o caminho para a transformação maligna, principalmente para carcinoma espinocelular ou, em alguns casos, adenocarcinoma. Acalasia, estenose cáustica e síndrome de Plummer-Vinson são clássicas associadas a maior risco de câncer de esôfago. O esôfago de Barrett também entra nessa lista, mas por outra via: ele é uma metaplasia relacionada ao refluxo e aumenta o risco de adenocarcinoma. Ou seja, várias alternativas apontam para lesão crônica e vigilância aumentada. O anel de Schatzki, por sua vez, costuma causar disfagia intermitente por estreitamento mecânico na junção esofagogástrica, geralmente ligado a refluxo ou hérnia hiatal, mas não é lesão clássica de risco para câncer. Aqui a banca quer que você separe “causa de disfagia” de “lesão com potencial pré-maligno”. Nem todo estreitamento é um vilão oncológico. Então o gabarito é a letra B, porque o anel de Schatzki não é relacionado ao aumento da incidência de câncer de esôfago. Já as demais alternativas são lembradas em prova como condições que exigem atenção pela associação com neoplasia esofágica.

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