Sobre Disfunção Erétil (DE), assinale a afirmativa incorreta.
- A)O diabetes mellitus aumenta a chance de desenvolver DE.
Certa: o diabetes mellitus aumenta o risco de DE por lesão vascular e neuropatia autonômica.
- B)O etilismo crônico pode levar a neuropatia autonômica e hipogonadismo, culminando em DE.
Certa: o etilismo crônico pode causar neuropatia autonômica e hipogonadismo, favorecendo DE.
- C)No hipogonadismo, a queda da libido é mais precoce quando a DE é mais tardia.
Certa: no hipogonadismo, a queda da libido costuma aparecer antes, e a DE pode surgir mais tarde.
- D)Questões emocionais podem levar a DE.
Certa: fatores emocionais, como ansiedade e depressão, podem causar ou agravar DE.
- E)Doenças da adrenal afetam a libido, mas não causam DE.
Errada: doenças da adrenal podem afetar a libido e também causar DE, não apenas mexer no desejo sexual.
Gabarito: E
A disfunção erétil (DE) é multifatorial: pode nascer de causa vascular, neurológica, hormonal, psicológica ou até do conjunto da obra. Por isso, quando voce vê diabetes, etilismo crônico, hipogonadismo e questões emocionais na lista, não estranhe: todos podem entrar no jogo e atrapalhar a ereção em algum grau. No diabetes mellitus, a combinação de lesão vascular e neuropatia autonômica aumenta bastante o risco de DE. No etilismo crônico, podem aparecer neuropatia autonômica e hipogonadismo, o que também favorece o problema. Já no hipogonadismo, a queda da libido costuma surgir antes e a DE pode aparecer depois, porque falta estímulo sexual e também falha o suporte hormonal. Questões emocionais, como ansiedade de desempenho, depressão e estresse, são causas clássicas de DE. A ereção não é só mecânica: ela depende do cérebro, do humor e do contexto. Ou seja, a mente também participa da fisiologia, e às vezes participa demais. A alternativa E é a incorreta porque doenças da adrenal também podem causar disfunção erétil, e não apenas alterar a libido. Alterações como insuficiência adrenal, hipercortisolismo e outras endocrinopatias adrenais podem reduzir desejo sexual e comprometer a função erétil. Em endocrinologia, quando o hormônio desregula, a ereção frequentemente entra na dança.