Em relação às alterações da capilaroscopia periungueal na esclerose sistêmica, assinale a afirmativa correta.
- A)Fazem parte dos critérios de classificação ACR/EULAR 2013.
Certa, porque as alterações capilaroscópicas típicas fazem parte dos critérios de classificação ACR/EULAR 2013 para esclerose sistêmica.
- B)São achados úteis para monitorar a resposta terapêutica.
Errada, porque a capilaroscopia é mais usada para diagnóstico, prognóstico e seguimento da microangiopatia do que para monitorar resposta terapêutica de forma direta e padronizada.
- C)O padrão SD apresenta baixa especificidade e alta sensibilidade.
Errada, porque o padrão esclerodermiforme tem alta especificidade para esclerose sistêmica e não baixa especificidade com alta sensibilidade.
- D)Extensas áreas avasculares já são observadas mesmo nas fases iniciais da doença.
Errada, porque áreas avasculares extensas tendem a aparecer com a progressão da doença, e não como achado típico já nas fases iniciais.
- E)O plexo venoso visível em crianças é altamente sugestivo de esclerose sistêmica.
Errada, porque plexo venoso visível em crianças não é um achado altamente sugestivo de esclerose sistêmica.
Gabarito: A
A capilaroscopia periungueal é um exame simples, mas muito valioso na esclerose sistêmica, porque mostra as alterações da microcirculação típicas da doença. O achado clássico é o chamado padrão esclerodermiforme ou "scleroderma pattern", com megacapilares, hemorragias, redução de capilares e, mais adiante, áreas avasculares e neoangiogênese. É um exame de apoio importante no diagnóstico e na estratificação do paciente. Na classificação ACR/EULAR de 2013 para esclerose sistêmica, as alterações capilaroscópicas típicas entram como um dos itens dos critérios classificatórios, ao lado de fenômeno de Raynaud, espessamento cutâneo, telangiectasias, autoanticorpos e outras manifestações. Por isso, a alternativa A está correta: a capilaroscopia não é um detalhe decorativo do caso, ela realmente faz parte da classificação formal da doença. Já as outras alternativas tentam confundir com usos que até podem existir na prática, mas não são a melhor leitura da prova. A capilaroscopia ajuda mais no diagnóstico, no prognóstico e no acompanhamento da progressão microvascular do que em "monitorar resposta terapêutica" de modo direto e consagrado. Além disso, o padrão esclerodermiforme costuma ter alta especificidade para doença do grupo esclerose sistêmica, não baixa. Em resumo: se a banca falar em esclerose sistêmica e capilaroscopia, pense em critérios classificatórios, padrão esclerodermiforme e microangiopatia progressiva. É o tipo de assunto em que a FGV gosta de misturar descrição de exame com função clínica, para ver se você cai no conto do "parece certo, então deve ser".