A principal complicação na reparação das lesões tendinosas ao nível da mão são as aderências pós-sutura. Kleinert e Verdan dividiram a face palmar em 5 zonas de acordo com as particularidades de cada região. Na reabilitação, a mobilidade precoce é um fator-chave para evitar esta complicação. As zonas onde a frequência de aderência é maior são:
- A)1 e 2.
Errada, porque as zonas 1 e 2 não são as que concentram a maior frequência de aderências; a zona 2 é importante, mas a dupla da questão não é essa.
- B)2 e 3.
Errada, porque a zona 3 não é a principal zona de maior aderência, embora também possa ter limitações funcionais dependendo da lesão.
- C)2 e 4.
Certa, porque as zonas 2 e 4 são as áreas com maior tendência a aderências pós-sutura na mão.
- D)3 e 4.
Errada, porque a zona 3 não é a associação clássica de maior frequência de aderência nessa classificação.
- E)3 e 5.
Errada, porque a zona 5 não é a zona típica de maior aderência pós-reparo tendinoso na mão.
Gabarito: C
As lesões tendinosas na mão dão trabalho porque a cicatrização pode ficar “grudenta”: a tendão repara, mas as aderências limitam o deslizamento e travam a mobilidade. Por isso, depois da sutura, a reabilitação com mobilização precoce é tão importante. É aquela ideia clássica da ortopedia da mão: suturou, protegeu, mas não pode deixar a região “parada demais”, senão a mão cobra a conta na forma de rigidez. Kleinert e Verdan dividiram a face palmar em 5 zonas para orientar prognóstico, tratamento e reabilitação. Entre essas zonas, as que costumam ter maior frequência de aderências são as regiões onde o tendão corre em um canal mais apertado e sofre mais atrito, especialmente as zonas 2 e 4. Essas áreas são particularmente “chatas” porque combinam espaço restrito, múltiplas estruturas adjacentes e maior chance de aderência após a sutura. Na prática, isso explica por que a zona 2 é famosa na prova e na vida real: ela é crítica para o deslizamento dos flexores e tem alto risco de aderência. A zona 4 também entra no radar por sua anatomia confinada, o que dificulta a recuperação livre do tendão. Então, quando a questão pergunta onde a frequência de aderência é maior, o gabarito C faz sentido. Resumo de prova: lesão tendinosa na mão + risco de aderência = pensar em mobilização precoce e lembrar das zonas 2 e 4 como as mais problemáticas. É um tema clássico de cirurgia da mão e cai muito em forma de anatomia funcional aplicada.