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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Uma mutação no gene LEPR, o qual transcreve o receptor da Leptina, resultando em sua inexpressão na membrana pode levar à clínica de

Gabarito: E

A leptina é um hormônio produzido pelo tecido adiposo que avisa ao hipotálamo que há reserva energética suficiente, ajudando a frear o apetite e aumentar o gasto energético. Quando esse sinal funciona, a tendência é a pessoa comer menos e manter o peso mais estável. Quando o receptor da leptina, codificado pelo gene LEPR, não aparece na membrana ou não funciona direito, o cérebro “não enxerga” a leptina, como se o corpo estivesse em jejum permanente. O resultado é um quadro de hiperfagia importante, ou seja, fome aumentada e ingestão exagerada de الطعام. Como o sinal de saciedade falha, a consequência esperada é ganho ponderal progressivo, muitas vezes já na infância, com obesidade grave ou mórbida. É um exemplo clássico de deficiência de sinalização leptínica: não falta gordura, falta comunicação entre a gordura e o cérebro. Por isso, a alternativa correta é a que junta hiperfagia com obesidade mórbida. Esse é o padrão típico das mutações em LEPR: o paciente come demais porque não recebe o recado de saciedade, e engorda porque esse freio metabólico simplesmente não funciona. Em prova, pense assim: leptina sem receptor é como campainha sem conexão - ninguém atende, mas a fome continua tocando. Um detalhe importante: isso é diferente de situações em que há hiporexia, anorexia ou desnutrição, que apontariam para outros eixos hormonais ou neurológicos. Aqui, a pista central é a falha do receptor de leptina, e isso leva ao fenótipo clássico de hiperfagia e obesidade grave.

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