A pneumonia nosocomial associada à ventilação mecânica (PAV) é uma complicação preocupante em UTIS. Sobre essa complicação, assinale a afirmativa incorreta.
- A)Presença de sonda naso-enteral é um fator de risco.
Certa, porque sonda naso-enteral aumenta risco de broncoaspiração e favorece PAV.
- B)O tratamento deve esperar os resultados das culturas,
Errada, porque o tratamento não deve aguardar o resultado das culturas; elas orientam a terapêutica, mas o antibiótico deve começar logo após a suspeita e a coleta do material.
- C)A coleta de aspirado brônquico é fundamental para confirmação de PAV,
Certa, porque a coleta de aspirado brônquico/tráqueal é parte importante da investigação microbiológica da PAV.
- D)A cabeceira elevada a 30o , higiene oral, manter cuff insuflado, fazem parte de protocolos de prevenção.
Certa, porque elevar a cabeceira, fazer higiene oral e manter o cuff insuflado são medidas clássicas de prevenção da PAV.
- E)Medidas de lavagem de mãos, antes e após examinar o paciente, ajudam a diminuir a incidência de infecção.
Certa, porque a higienização das mãos antes e depois do contato com o paciente reduz a transmissão cruzada e a incidência de infecções.
Gabarito: B
A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) é uma infecção hospitalar clássica de UTI e costuma aparecer em pacientes intubados por mais de 48 horas. O raciocínio aqui é sempre pensar em prevenção, suspeita clínica e confirmação microbiológica, porque esse trio cai muito em prova. Na prevenção, entram medidas bem conhecidas: cabeceira elevada, higiene oral, cuidado com o cuff e, claro, higiene das mãos. Tudo isso reduz aspiração de secreções e contaminação cruzada. Na abordagem diagnóstica, a coleta de material respiratório ajuda muito, como aspirado traqueal ou broncoscopia com amostras adequadas, porque antibiótico sem cultura é um convite ao tratamento errado e à seleção de resistência. Por isso, a banca gosta de testar se você sabe que a coleta de culturas é importante, mas não deve virar desculpa para atrasar demais o início da terapia quando a suspeita é forte. E aqui está o ponto-chave da questão: a afirmativa incorreta é a que diz que o tratamento deve esperar os resultados das culturas. Em PAV, o antibiótico empírico deve ser iniciado rapidamente após a suspeita clínica, idealmente depois da coleta das culturas, mas não se aguarda o resultado para começar. Em UTI, tempo importa, porque atrasar tratamento em paciente grave pode piorar desfecho. Em linhas gerais, a lógica é: coleta primeiro, tratamento logo em seguida. Em resumo: prevenção ajuda a evitar a PAV, culturas ajudam a direcionar o esquema, e tratamento não fica de braços cruzados esperando laboratório. A banca da FGV costuma cobrar exatamente essa diferença entre “colher antes” e “tratar sem demora”.