Paciente vítima de Infarto Agudo do Miocárdio evoluiu com FC = 90 bpm, FR = 19 irpm, dispneia e presença de estertores pulmonares bibasais. De acordo com os sinais e sintomas apresentados, a classificação de Killip e o prognóstico de morte desse paciente, são, respectivamente,
- A)Killip I – 6%.
Errada: Killip I é ausência de sinais de insuficiência cardíaca, o que não ocorre quando há dispneia e estertores bibasais.
- B)Killip II – 17%.
Certa: dispneia com estertores bibasais caracteriza congestão pulmonar e enquadra o paciente em Killip II, com mortalidade de 17%.
- C)Killip III – 23%.
Errada: Killip III corresponde a edema agudo de pulmão, quadro mais grave do que o descrito no enunciado.
- D)Killip IV – 38%.
Errada: Killip IV é choque cardiogênico, que exigiria sinais de hipoperfusão e instabilidade hemodinâmica.
- E)Killip V – 81%.
Errada: essa mortalidade é muito mais compatível com choque/extrema gravidade, não com o quadro clínico apresentado.
Gabarito: B
Na síndrome coronariana aguda, a classificação de Killip ajuda a estimar a gravidade da insuficiência cardíaca após o infarto. Ela é bem clássica: Killip I é o paciente sem sinais de congestão; Killip II aparece quando há dispneia, estertores pulmonares e, muitas vezes, B3 ou congestão discreta. O foco aqui é simples: estertores bibasais + dispneia apontam para congestão pulmonar leve a moderada, sem choque e sem edema agudo de pulmão franco. Por isso, este caso é Killip II. O prognóstico também acompanha essa lógica: quanto maior a classe, maior a mortalidade. Em provas, a FGV gosta de cobrar a associação direta entre sinais clínicos e a faixa de mortalidade de cada classe. Para Killip II, a mortalidade esperada é de 17%. Repare que a FC de 90 bpm e a FR de 19 irpm não mudam a classificação por si só. O que manda aqui são os sinais de congestão: dispneia e estertores bibasais. Se houvesse choque cardiogênico, com hipotensão e hipoperfusão, aí seria Killip IV, bem mais grave. Mas não é o caso. Então o gabarito B está correto porque traduz exatamente a presença de insuficiência cardíaca leve pós-IAM, com Killip II e mortalidade de 17%.