Com relação ao acompanhamento da paciente pós-tratamento do câncer de mama, assinale a opção que indica o exame, que deve ser realizado rotineiramente, independentemente da queixa da paciente.
- A)Exame clínico completo, exame clínico mamário e mamografia.
Correta: o seguimento rotineiro da paciente assintomática inclui exame clínico completo, exame clínico mamário e mamografia.
- B)Exame clínico mamário, mamografia e ultrassonografia de mamas e axilas.
Errada: ultrassonografia de mamas e axilas não é exame de rotina no seguimento, ficando para situações selecionadas.
- C)Ressonância de mamas, mamografia e ultrassonografia de mamas e axilas.
Errada: ressonância e ultrassonografia não são solicitadas rotineiramente em paciente sem queixa ou achado suspeito.
- D)Tomografia de tórax e abdome, mamografia e cintilografia óssea.
Errada: tomografia de tórax e abdome e cintilografia óssea não fazem parte do acompanhamento de rotina na ausência de sintomas.
- E)Exame clínico mamário, mamografia e marcadores como o CA-15.3 e CEA.
Errada: CA 15.3 e CEA não devem ser usados rotineiramente no seguimento, pois não trazem benefício comprovado em paciente assintomática.
Gabarito: A
No seguimento da paciente após o tratamento do câncer de mama, a ideia central é simples: acompanhar de perto o exame físico e a imagem da mama, mas sem sair pedindo exames de rastreio em massa como se estivesse caçando problema escondido em todo lugar. O foco do controle de rotina é detectar recidiva local ou novo tumor de forma precoce, além de avaliar efeitos tardios do tratamento e orientar a paciente. Por isso, o acompanhamento recomendado inclui exame clínico completo, com exame clínico mamário, e mamografia periódica. Esse é o combo clássico do seguimento em paciente assintomática. Em diretrizes amplamente aceitas, como as do INCA e de sociedades oncológicas, não se recomenda de rotina ultrassonografia, tomografia, cintilografia óssea, ressonância ou marcadores tumorais na ausência de queixa ou achado clínico suspeito. A lógica é que exames complementares em excesso costumam aumentar custo, ansiedade e falso-positivo, sem mostrar benefício claro em sobrevida quando feitos indiscriminadamente. Então, se a paciente está sem sintomas, o roteiro é acompanhamento clínico e mamográfico, com outros exames reservados para quando houver sinal de alerta. Assim, a alternativa correta é a que traz exame clínico completo, exame clínico mamário e mamografia, porque ela traduz exatamente o seguimento rotineiro da paciente pós-tratamento do câncer de mama.