Pacientes com leucemia podem apresentar distúrbios metabólicos causados pela síndrome de lise tumoral. Assinale a opção que indica o distúrbio que não se encaixa nessa síndrome.
- A)Hiperpotassemia,
Está certa como alteração típica da síndrome de lise tumoral, porque a destruição celular libera potássio para a circulação.
- B)Hiperfosfatemia,
Está certa, pois a lise das células tumorais aumenta a liberação de fosfato no sangue.
- C)Hiperuricemia,
Está certa, já que a degradação de ácidos nucleicos eleva o ácido úrico.
- D)Hipercalcemia,
Está errada, porque a síndrome de lise tumoral cursa com hipocalcemia, não hipercalcemia.
- E)Nenhuma das acima.
Está errada, pois há uma alternativa claramente incompatível com o padrão metabólico da síndrome.
Gabarito: D
A síndrome de lise tumoral acontece quando muitas células tumorais se rompem de uma vez, liberando grande quantidade de substâncias no sangue. Isso é clássico em leucemias e linfomas, especialmente após início de quimioterapia, mas também pode ocorrer espontaneamente. O resultado é um pacote bem típico de alterações: hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia e hipocalcemia. O raciocínio é simples: ao destruir as células, você libera potássio e fosfato, e o DNA celular degradado vira ácido úrico. Já o cálcio cai porque o fosfato aumentado se liga ao cálcio, formando sais insolúveis. Ou seja, o organismo entra num caos metabólico bem previsível, quase um "efeito dominó" laboratorial. Por isso, a alternativa D está correta: hipercalcemia não faz parte da síndrome de lise tumoral. O distúrbio esperado é o oposto, ou seja, hipocalcemia, justamente pela queda do cálcio livre após a hiperfosfatemia. Na prática clínica, esse quadro exige vigilância, hidratação vigorosa e, em casos selecionados, medicamentos como alopurinol ou rasburicase para reduzir a carga de ácido úrico. É um tema muito cobrado em prova porque mistura fisiopatologia com conduta de urgência, e a banca adora trocar um "hipo" por "hiper" para testar atenção.