Paciente chega na emergência após acidente automobilístico. Ao exame neurológico, não apresentava abertura ocular, emite sons incompreensíveis, os braços estão em flexão anormal. Nenhuma das pupilas reage a luz. Segundo a escala de Glasgow com resposta pupilar, a avaliação correta é
- A)3.
Errada, porque 3 desconsidera a soma da abertura ocular, resposta verbal e motora, além da penalização pupilar.
- B)4.
Correta, pois a Glasgow clássica é 6 e a ausência de reação pupilar bilateral reduz 2 pontos, resultando em 4.
- C)5.
Errada, porque esse valor não corresponde nem à Glasgow clássica nem à Glasgow com resposta pupilar neste caso.
- D)6.
Errada, porque 6 seria a Glasgow sem ajuste pupilar, e aqui há penalização por ausência de reflexo à luz.
- E)7.
Errada, pois superestima a pontuação e não respeita a redução prevista pela resposta pupilar ausente.
Gabarito: B
A escala de Glasgow tradicional soma 3 itens: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Neste caso, o paciente não abre os olhos (1), emite sons incompreensíveis (2) e apresenta flexão anormal dos braços, que vale 3. Então, a Glasgow básica é 1 + 2 + 3 = 6. Mas a questão pede a Glasgow com resposta pupilar, ou Glasgow-P. Aqui entra o detalhe que muita gente escorrega: a avaliação pupilar não soma, ela reduz a pontuação quando as pupilas não reagem à luz. Se uma ou ambas estiverem sem reação, a pontuação final cai em relação ao Glasgow clássico. Como nenhuma das pupilas reage à luz, há comprometimento pupilar bilateral, o que gera penalização máxima. Assim, o escore final fica 6 - 2 = 4. Por isso o gabarito é a alternativa B. Em prova, vale lembrar a lógica: Glasgow clássico mede consciência; o componente pupilar acrescenta valor prognóstico, especialmente em trauma cranioencefálico. É aquele detalhe pequeno que a banca adora usar para transformar uma conta simples em pegadinha de emergência.