A deformidade mais comum na mão, após a ocorrência de queimadura dorsal, é a deformidade
- A)em botoeira.
Em botoeira é deformidade da lesão central do tendão extensor, mais ligada a trauma ou artrite, não sendo a mais comum após queimadura dorsal.
- B)em pescoço de cisne.
Pescoço de cisne é outra deformidade clássica da mão, geralmente associada a artrite reumatoide ou desequilíbrio tendíneo, e não à queimadura dorsal.
- C)intrínseca minus.
Correta: queimadura dorsal pode levar à retração cicatricial e desequilíbrio dos músculos intrínsecos da mão, produzindo a deformidade intrínseca minus.
- D)desvio ulnar.
Desvio ulnar é achado típico de doenças inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide, e não a deformidade mais comum após queimadura dorsal.
- E)Nenhuma das alternativas anteriores
Incorreta, porque há sim uma deformidade clássica associada à queimadura dorsal, e ela está listada entre as alternativas.
Gabarito: C
Depois de queimaduras dorsais na mão, a cicatrização pode encurtar estruturas e “puxar” o aparelho extensor, alterando o equilíbrio fino entre flexores e extensores. Como a face dorsal da mão abriga tendões extensores e a pele dessa região costuma retraír com a cicatriz, a deformidade clássica é a chamada mão intrínseca minus, em que os músculos intrínsecos perdem função e a articulação metacarpofalângica tende à hiperextensão, enquanto as interfalangianas ficam em flexão. É uma deformidade bem típica de sequelas de queimadura, especialmente quando o dorso é atingido e a reabilitação não impede a retração cicatricial. Por isso, o gabarito é a letra C: intrínseca minus. Em prova, sempre desconfie quando a banca mistura deformidades reumatológicas ou neurológicas com sequelas de queimadura, porque a lesão da pele e dos tecidos superficiais pode sim gerar deformidade mecânica característica.