Assinale a opção que indica a situação clínica que possui o maior risco de delirium no pós-operatório.
- A)Homem, 65 anos, fratura de fêmur, anemia, e distúrbio cognitivo.
Correta: reúne vários fatores clássicos de alto risco para delirium, como idade avançada, fratura de fêmur, anemia e distúrbio cognitivo prévio.
- B)Mulher, 82 anos, colecistectomia videolaparoscópica, exames normais, lúcida e orientada.
Errada: apesar da idade, trata-se de cirurgia de menor porte, com paciente lúcida, orientada e sem alterações laboratoriais relevantes.
- C)Homem, 38 anos, hepatectomia direita, anemia, hiponatremia (Na = 130 mEq/L).
Errada: há fatores de risco importantes, mas o paciente é bem mais jovem e, em geral, a combinação não supera o risco de um idoso com déficit cognitivo e fratura.
- D)Mulher, 75 anos, artroscopia de joelho, diabetes mellitus, história pregressa de ataque isquêmico transitório.
Errada: idade e antecedente vascular contam, porém a cirurgia é pouco agressiva e não há o conjunto de fatores de maior risco típico para delirium.
- E)Homem, 90 anos, timpanotomia, anemia, lúcido e orientado.
Errada: a idade extrema pesa, mas a cirurgia é pequena e a ausência de confusão prévia reduz o risco em comparação com cenários com trauma ortopédico e declínio cognitivo.
Gabarito: A
O delirium pós-operatório é uma complicação aguda e flutuante, muito comum em idosos e em pacientes com reserva cerebral menor. Em prova, pense nele como o resultado de um cérebro “sensível” sendo submetido a um estresse grande: cirurgia, dor, anemia, infecção, distúrbios metabólicos e, principalmente, déficit cognitivo prévio aumentam muito o risco. Quanto mais frágil o paciente e maior a agressão cirúrgica, maior a chance de delirium.