Paciente de 70 anos, tabagista, com nódulo pulmonar no lobo superior direito, realizado PET-CT com evidência de hipermetabolismo no nódulo pulmonar e no linfonodo mediastinal cadeia 4R. Sobre a técnica de estadiamento mediastinal por EBUS, assinale a afirmativa correta.
- A)O linfonodo paratraqueal direito deve ser o único abordado, devido ao hipermetabolismo detectado no PET-CT.
Errada: o PET-CT orienta quais linfonodos investigar, mas não autoriza limitar a avaliação a apenas uma estação.
- B)A mediastinoscopia deve ser o primeiro procedimento realizado para estadiamento mediastinal do câncer de pulmão, caso disponível.
Errada: a mediastinoscopia não é o primeiro exame de rotina quando o EBUS está disponível, pois a abordagem minimamente invasiva costuma vir antes.
- C)O primeiro linfonodo avaliado por EBUS deve ser o da cadeia 4L, seguido do da cadeia 7 ou, então, o da cadeia 4R.
Certa: a sequência clássica do EBUS para estadiamento mediastinal é 4L, depois 7 e então 4R.
- D)Cada linfonodo deve ser puncionado uma vez por punção aspirativa transbrônquica guiada por EBUS (EBUS-TBNA).
Errada: cada linfonodo costuma ser puncionado mais de uma vez para aumentar a chance diagnóstica, não apenas uma única punção.
- E)O exame de EBUS deve sempre ser realizado sob anestesia geral.
Errada: o EBUS pode ser feito com sedação ou anestesia, não havendo obrigatoriedade de anestesia geral em todos os casos.
Gabarito: C
No estadiamento mediastinal do câncer de pulmão, o EBUS-TBNA é uma ferramenta muito útil porque permite avaliar e puncionar linfonodos mediastinais e hilares de forma minimamente invasiva. A ideia não é sair “atirando” no linfonodo mais suspeito e pronto: o exame segue uma lógica topográfica, explorando primeiro as estações que costumam definir melhor o estadiamento e reduzindo o risco de perder doença em áreas silenciosas. Na prática, a sequência clássica no EBUS começa pela cadeia 4L, depois a 7 e, em seguida, a 4R, quando essas estações estão acessíveis e indicadas. Isso ajuda a organizar o exame de forma sistemática e melhora a qualidade do estadiamento mediastinal. Por isso, a alternativa C está correta: ela descreve a ordem padrão de avaliação das cadeias linfonodais no EBUS. As outras opções tentam induzir você a achar que basta o PET-CT ou que a técnica precisa ser sempre feita de um jeito engessado. Mas o PET apenas aponta áreas suspeitas; ele não substitui a confirmação histológica. Além disso, o EBUS não exige, por regra, anestesia geral, e a estratégia de punção não se resume a uma única agulhada por linfonodo. Em concursos, a banca costuma cobrar exatamente essa lógica de estadiamento: método sistemático, sequência anatômica e confirmação por amostra tecidual.