Paciente com nódulo de tireoide com 1,5cm, sem sintomas de hiper ou hipotireoidismo, com 42 anos, sexo feminino. Assinale a opção que indica a rotina diagnóstica correta.
- A)Dosagem de hormônios tireoidianos, ultrassonografia, punção com agulha fina e laringoscopia indireta.
Correta: traz TSH, ultrassonografia e PAAF, que compõem a rotina diagnóstica adequada do nódulo de tireoide; a laringoscopia pode ser usada na avaliação pré-operatória ou se houver suspeita clínica.
- B)Ultrassonografia, ressonância magnética, dosagem de hormônios tireoidianos e raio-x de tórax.
Errada: ressonância magnética e raio-x de tórax não fazem parte da investigação inicial de um nódulo tireoidiano assintomático.
- C)Ultrassonografia, cintilografia, tomografia computadorizada e laringoscopia indireta.
Errada: cintilografia não é exame de rotina quando o paciente não tem hipertireoidismo ou TSH suprimido, e tomografia também não é exame inicial.
- D)Ultrassonografia, tomografia computadorizada com contraste, cintilografia e laringoscopia indireta.
Errada: tomografia com contraste e cintilografia não são a investigação padrão de início para esse quadro, e a sequência proposta não é a mais adequada.
- E)Tomografia computadorizada, cintilografia, dosagem de hormônios tireoidianos e raio-x de tórax.
Errada: falta a ultrassonografia e a PAAF, que são centrais na avaliação do nódulo; os outros exames são pouco úteis na rotina inicial.
Gabarito: A
No nódulo de tireoide, o primeiro passo costuma ser simples e bem “pé no chão”: dosar TSH e fazer ultrassonografia. Como a paciente não tem sinais de hipo ou hipertireoidismo, a cintilografia não é a estrela da vez - ela ganha espaço quando o TSH vem suprimido, sugerindo nódulo funcionante. Em seguida, a ultrassonografia ajuda a definir o risco e a indicar a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) quando o nódulo tem tamanho e aspecto compatíveis. Neste caso, com 1,5 cm, sexo feminino e sem sintomas funcionais, a rotina diagnóstica correta inclui hormônios tireoidianos, ultrassonografia e PAAF, especialmente porque a conduta depende da avaliação morfológica do nódulo. A laringoscopia indireta entra como avaliação complementar em situações específicas, principalmente se houver rouquidão, suspeita de invasão local ou planejamento cirúrgico. Não é exame de rotina para todo nódulo assintomático. A lógica clássica é: TSH primeiro, ultrassom sempre, PAAF conforme o risco ultrassonográfico e o tamanho. Isso está alinhado com a prática recomendada em diretrizes de tireoide, como as da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e consensos internacionais, que priorizam estratificação morfológica antes de exames de imagem mais complexos. Por isso a alternativa A é a correta: ela reúne os exames que realmente fazem sentido na avaliação inicial e na investigação citológica do nódulo. As demais alternativas exageram na propedêutica e empurram exames como cintilografia, tomografia e ressonância para um cenário em que, na maioria das vezes, eles não ajudam no começo da história.