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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Paciente com nódulo de tireoide com 1,5cm, sem sintomas de hiper ou hipotireoidismo, com 42 anos, sexo feminino. Assinale a opção que indica a rotina diagnóstica correta.

Gabarito: A

No nódulo de tireoide, o primeiro passo costuma ser simples e bem “pé no chão”: dosar TSH e fazer ultrassonografia. Como a paciente não tem sinais de hipo ou hipertireoidismo, a cintilografia não é a estrela da vez - ela ganha espaço quando o TSH vem suprimido, sugerindo nódulo funcionante. Em seguida, a ultrassonografia ajuda a definir o risco e a indicar a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) quando o nódulo tem tamanho e aspecto compatíveis. Neste caso, com 1,5 cm, sexo feminino e sem sintomas funcionais, a rotina diagnóstica correta inclui hormônios tireoidianos, ultrassonografia e PAAF, especialmente porque a conduta depende da avaliação morfológica do nódulo. A laringoscopia indireta entra como avaliação complementar em situações específicas, principalmente se houver rouquidão, suspeita de invasão local ou planejamento cirúrgico. Não é exame de rotina para todo nódulo assintomático. A lógica clássica é: TSH primeiro, ultrassom sempre, PAAF conforme o risco ultrassonográfico e o tamanho. Isso está alinhado com a prática recomendada em diretrizes de tireoide, como as da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e consensos internacionais, que priorizam estratificação morfológica antes de exames de imagem mais complexos. Por isso a alternativa A é a correta: ela reúne os exames que realmente fazem sentido na avaliação inicial e na investigação citológica do nódulo. As demais alternativas exageram na propedêutica e empurram exames como cintilografia, tomografia e ressonância para um cenário em que, na maioria das vezes, eles não ajudam no começo da história.

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