Relacione transtornos respiratórios do sono e acidente vascular encefálico e assinale a afirmativa correta.
- A)Quanto à fisiopatologia, o envolvimento do estresse oxidativo e a produção de catecolaminas não tem relação com o desenvolvimento da resistência à insulina e à obesidade.
Errada, porque o estresse oxidativo e a produção de catecolaminas estão, sim, relacionados à resistência à insulina e à obesidade.
- B)A síndrome da apneia obstrutiva do sono é um fator de risco para morbidade e mortalidade cardiovascular, relacionada a hipoxemia intermitente, retenção de CO2 causando alteração das respostas hemodinâmicas e autonômicas durante o sono.
Certa, pois a síndrome da apneia obstrutiva do sono aumenta risco cardiovascular e se associa à hipoxemia intermitente e a alterações hemodinâmicas e autonômicas durante o sono.
- C)A prevalência na população da síndrome da apneia obstrutiva do sono é semelhante entre homens e mulheres, sendo o mais conhecido e tratado transtorno respiratório do sono.
Errada, porque a prevalência não é semelhante entre homens e mulheres e a apneia obstrutiva do sono é o transtorno respiratório do sono mais comum, não apenas o mais conhecido.
- D)A fisiopatologia relacionada aos transtornos respiratórios e ao acidente vascular encefálico está relacionada à redução da resposta inflamatória da interleucina 6, da proteína c reativas e do amiloide a sérico.
Errada, porque a fisiopatologia se relaciona a aumento, e não redução, de marcadores inflamatórios como interleucina 6, proteína C reativa e amiloide sérico.
- E)No que diz respeito às alterações hemodinâmicas, estudos sobre o fluxo cerebral sanguíneo durante as apneias sugerem uma redução da pressão intracraniana durante as pausas obstrutivas.
Errada, porque as apneias tendem a aumentar a pressão intracraniana e a alterar o fluxo cerebral, não a reduzi-los.
Gabarito: B
Os transtornos respiratórios do sono, especialmente a síndrome da apneia obstrutiva do sono, têm relação importante com doença cardiovascular e com acidente vascular encefálico. Durante as apneias, a via aérea colapsa, o ar não entra direito e o organismo sofre com hipoxemia intermitente, despertares repetidos e oscilações da pressão intratorácica. Isso desorganiza o controle autonômico e hemodinâmico, aumenta a atividade simpática e favorece inflamação, estresse oxidativo e disfunção endotelial. No fim das contas, o cérebro e o coração pagam a conta. A alternativa B está correta porque descreve exatamente esse mecanismo: a síndrome da apneia obstrutiva do sono é fator de risco para morbidade e mortalidade cardiovascular, associada à hipoxemia intermitente e a alterações hemodinâmicas e autonômicas durante o sono. Em provas, a banca gosta de cobrar essa ligação entre apneia do sono, hipertensão, arritmias, infarto e AVC, já que o sono ruim não fica só no ronco. Vale lembrar que a apneia obstrutiva do sono é o transtorno respiratório do sono mais comum e frequentemente subdiagnosticado. O raciocínio fisiopatológico clássico inclui inflamação, ativação simpática e piora do risco vascular, e não redução desses processos. Então, quando aparecer uma alternativa falando em hipoxemia, resposta autonômica e risco vascular, acenda o alerta: o tema está no caminho certo. Para guardar de forma simples: apneia obstrutiva do sono não é apenas uma questão de cansaço diurno. Ela pode funcionar como um motor silencioso de risco vascular, inclusive para acidente vascular encefálico.